terça-feira, 30 de dezembro de 2008

QUAL SUA IDÉIA DE FELICIDADE COMPLETA?
Felicidade completa para mim é a varanda de Muriú! Visual impecável, vento no rosto e uma sensação boa de paz.

QUAL A PESSOA QUE MAIS ADMIRA?
No mundo pop Luciano Huck! Rsrsrs Na vida real minha avó Abigail.

QUAIS SUAS CARACTERÍSTICAS MAIS MARCANTES?
Acredito que o alto astral e a espontaneidade.

QUAL SUA CARACTERÍSTICA MAIS DEPLORÁVEL?
Ansiedade e a famosa “raiva do dedinho”, aquela que ainda não aprendi a controlar e já me fez dizer barbaridades a pessoas que não mereciam.

QUAL A CARACTERÍSTICA QUE MAIS DEPLORA NOS OUTROS?
Inveja. É terrível ver pessoas cobiçando as conquistas/sucesso alheio. Afinal, todos somos capazes de buscar aquilo que queremos.

QUAL A SUA MAIOR EXTRAVAGÂNCIA?
Sair durante o dia de semana como se fosse fim-de-semana!!!

QUAL A SUA VIAGEM PREDILETA?
Uma viagem de carro que fiz com meus pais e irmão pelo litoral nordestino! Rio Grande do Norte à Bahia em quase vinte dias.

O QUE LAMENTA NÃO TER FEITO?
Lamento não aproveitado mais a companhia da minha avó paterna, que tinha tanto para ensinar.


QUAL O MAIOR AMOR DE SUA VIDA?
Até o momento, o maior amor da minha vida, sem dúvida é minha mãe. Um exemplo de pessoa humana, doce, sincera e acima de tudo amorosa.

ONDE E QUANDO FOI MAIS FELIZ?
Eu fui muito feliz na minha escola em todos os anos que estudei lá. Fiz amizades para a vida toda, aprendi a ser humana!

QUAL SUA MAIOR REALIZAÇÃO?
Acredito que minha maior realização ainda está por vir... Mas, acredito que uma grande realização é cultivar grandes amizades e cativar novas.

SE PUDESSE VOLTAR À VIDA COMO OUTRA PESSOA QUE SERIA?
Eu seria um personagem do X-men.

QUAL A SUA OCUPAÇÃO PREFERIDA?
Sair com minhas amigas e rir bem muito. Trabalhar no que eu gosto e escolhi para fazer. Dirigir na via costeira com o som bem alto. Andar descalço na grama. Almoçar com minha família. Ir ao cinema e comer muita pipoca com manteiga extra.

QUAL A QUALIDADE QUE MAIS ADMIRA EM UM HOMEM? E EM UMA MULHER?
Eu admiro pessoas perseverantes, pessoas inteligentes e principalmente sinceras.

O QUE MAIS VALORIZA NOS AMIGOS?
Companherismo.

QUAIS SÃO OS SEUS ESCRITORES FAVORITOS?

QUAL O SEU HERÓI NA VIDA ATUAL ?
Papai!

COMO GOSTARIA DE MORRER?
Dormindo!!!

QUAL O SEU LEMA?
A vida é muito simples...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"CONFISSÕES DE PROUST."

UMA MANEIRA LÚDICA DE NOS CONHERCMOS MELHOR E NOS EXPOR , INVENTADA POR MARCEL PROUST E SUGERIDA POR MARIA OLIMPIA ALVES DE MELO,ESCRITORA DO RECANTO DAS LETRAS.


QUAL SUA IDÉIA DE FELICIDADE COMPLETA?
Família, amor, amigos saúde, trabalho e dinheiro para pagar as contas. Tudo isso em harmonia. Não é fácil, mas é a minha idéia da felicidade completa. Porém já tive lindos momentos de felicidade sem alguns desses "itens". Um momento que me traz uma felicidade superior é poder ajudar a quem precisa.

QUAL A FIGURA HISTÓRICA QUE MAIS SE IDENTIFICA?

Já fantasiei ser Lilith, Eva, Joana D Arc e Maria Madalena, mas admiro muito os que idealizaram uma sociedade pacífica e amorosa como Gandhi, Irmã Dulce e Madre Tereza.

QUAL A PESSOA QUE MAIS ADMIRA?
Tantas. Todas as pessoas a quem amo eu admiro de alguma forma. Admiro muito a minha mãe, não só por sua inteligência, mas principalmente por ter se mantido forte, enérgica, calorosa e alegre após muitas perdas.Admirei e tenho como exemplo meu pai . Admiro todos os meus irmãos (inclusive os nascidos em outras famílias) e minha filhota que é maravilhosa.

QUAIS SUAS CARACTERÍSTICAS MAIS MARCANTES?

Sensibilidade, impetuosidade, sinceridade e afetuosidade.

QUAL SUA CARACTERÍSTICA MAIS DEPLORÁVEL?
A ansiedade que não aprendi ainda a administrar, a impaciência e a falta de disciplina.

QUAL A CARACTERÍSTICA QUE MAIS DEPLORA NOS OUTROS?
A falta de respeito aos sentimentos alheio e a maldade. A maldade humana assusta-me.

QUAL A SUA MAIOR EXTRAVAGÂNCIA?
Estou vivendo uma fase na qual tento equilibrar minhas atitudes e dosar minhas extravagâncias. Mas ainda as tenho, claro.

QUAL A SUA VIAGEM PREDILETA?
Fiz algumas ótimas ( inclusive as pequenas) e sonho com outras viagens maravilhosas. Mas destaco uns dias em Paris com minha família, tendo minha mãe como guia e intérprete.

O QUE LAMENTA NÃO TER FEITO?

Não lastimo nada que não fiz. Fiz o que podia fazer no momento.

QUAL O MAIOR AMOR DE SUA VIDA?
Eu amo muita gente, mas poderia dizer que o maior amor da minha vida há 22 anos é Sylvia Maria, minha cria única, que me enche de orgulho e encantamento.

ONDE E QUANDO FOI MAIS FELIZ?
Fui feliz muitas vezes, principalmente quando amei e fui amada. Sou muito feliz também dirgindo à beira-mar escutando música e cantando .

QUAL SUA MAIOR REALIZAÇÃO?
Ter educado Sylvinha com amor, diálogos, respeito à sua personalidade e limites, mas sem rigidez. Ter continuado a compartilhar sua formação, mesmo após a separação, com o pai dela, que é um pai tão bom como o que tive. Isso ter dado certo é com certeza a maior realização de minha vida.


SE PUDESSE VOLTAR À VIDA COMO OUTRA PESSOA QUE SERIA?
Eu mesma, menos tímida. Aí acho que seria uma cantora,rs.

QUAL A SUA OCUPAÇÃO PREFERIDA?
Ler, escrever, ir ao cinema, conversar, rir muito com amigos, postar e ler em sites ou blogs.

QUAL A QUALIDADE QUE MAIS ADMIRA EM UM HOMEM? E EM UMA MULHER?
Sou fascinada pela inteligência, porém quando acompanhada de sinceridade e boas intenções. Integridade, generosidade e afetuosidade me desmancham.

O QUE MAIS VALORIZA NOS AMIGOS?
Lealdade. Aprendi que cada amigo pode nos oferecer algo que precisamos. Um nos dá o ombro para chorar, outro nos dá alegria, outro aconselhamento, alguns reúnem tudo isso, porém o mais importante é que os meus amigos de verdade são leais a mim e eu a eles. Gosto de dizer que amigos não se perdem, mesmo quando se afastam, se reconhecem quando voltam a se encontrar.

QUAIS SÃO OS SEUS ESCRITORES FAVORITOS?
Machado de Assis, Gustave Flaubert, Eça de Queiroz, Balzac, Gabriel Garcia Márquez, Raquel de Queiroz, Pedro Nava, Rui Castro e agora Saramago, entre muitos outros, que posso ter esquecido agora.

QUAL O SEU HERÓI NA VIDA ATUAL ?
Continua sendo Jesus Cristo que semeou e pregou o amor entre os semelhantes.

COMO GOSTARIA DE MORRER?
Não tenho a menor idéia. Não penso nisso.

QUAL O SEU LEMA?

“Encha o coração de boas intenções e vá” ou “Nós precisamos começar a amar para não adoecer." S. Freud

PASSO A BOLA PARA VOCÊ , FERNANDINHA.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mentirinhas modernas...

No ambiente de trabalho, as mentirinhas sempre nos ajudam a resolver pendengas do cotidiano. Quem nunca disse "já enviei o e-mail, ainda não chegou???"... mas, sabemos que você tinha esquecido do tal e-mail e para não ser chamado atenção resolve colocar a culpa na tecnologia.
Melhor ainda quando esquecemos aquela reunião importantíssima. No passado, teríamos que colocar a culpa no pneu do carro furado. Hoje em dia é bem mais simples: problemas com palm top!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mentirinhas sobre cabelos!

Lá vem aquela sua amiga de cabelos cacheados... os cabelos dela são lindos, os cachos hidratados e bem definidos. Mas, neste dia ela se expos ao vento em demasia. Você a encontra no calcadão de Ponta Negra, ela parecendo o Valderrama quando acorda. Vocês engatam um papo animadamente. E ela dispara, baixinho:
- Meu cabelo está muito assanhado?
Você tem aquela vontade enorme de dizer "está ridículo, vá tomar um banho de mar pra baixar isso", mas como você não quer perder a amizade, responde:
- Tá óooooooooooooootimo!

***

Formatura da sua irmã. Aparece a sogra dela com aquele penteado que mais parece uma mistura de ninho de passarinho com um tsisunami. Alto, armado, cheio de laquê e muitos fios entrelaçados. Como a senhora é muito distinta, o tal penteado chama a atenção de todos. As pessoas se entreolham e comentam. Até que aquela sua tia sem noção dispara:
- Dona Felícia, seu cabelo está óoooooooooooooooooooooooooooooooootimo!

***

Você está no cabeleleiro. Faz dois meses que você não pisa num salão. Queriam suas pontas ser duplas, mas elas são quádruplas, quintúplas! Ressecamento passa longe, você está precisando mesmo é de uma peruca nova. Mas, é claro que todos vão elogiar a fibra de seus fios, a cor natural e até mesmo o volume... até disparar que você precisa fazer: hidratação maxi profunda, super hiper mega reconstrução de fios e afins...

***

As mentiras que as mulheres contam!

Luiz Fernando Veríssimo - um dos meus autores preferidos - tem uma obra publicada chamada "As mentiras que os homens contam". Podemos nos deliciar com as mais variadas crônicas sobre o que ele faz melhor: cotidiano, relacionamentos e sexo oposto. Depois de percorrer as 176 páginas, o leitor certamente vai se lembrar de algumas situações parecidas que ocorreram em sua vida.
Pensando nesse aspecto, resolvi modestamente lançar a série de crônicas AS MENTIRAS QUE AS MULHERES CONTAM! Porque, assim como os homens, nós também temos nossas artimanhas para escapar de situações difícies e driblar alguma saia-justa.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Quem trai é mau caráter ?

Liguem-se nos Toque da Doutora Gynalda Dias, titular do delicoso blog "Desabafo das Calcinhas". Aposto que vocês vão adorar, assim como eu. Ainda mais pelo fato da Dra.Gy ser uma criação deliciosa de Celamar Maione, minha colega no Literários do Portal Comunique-se.




Quem trai é mau caráter ?


Depois de uma união de faz de conta pra lá de dar inveja nas fofoqueiras de plantão, a cantora Elba Ramalho terminou seu casamento com o jovem Gaetano. O motivo? Traição. Magoada, ela revelou para espanto dos fãs e dos não fãs, que cansou de ser traída. Perguntada se o motivo da traição era a diferença de idade, ela respondeu que foi por falta de caráter mesmo. Está aberta a polêmica no blog das calcinhas: Quem trai é mau caráter? Eu já ouvi dizer que traição é falta de educação. Eu, na minha humilde (?) opinião, acredito que traição é doença. Doença, Gynalda? Tá maluca? Que atraso é esse. No mundo moderno todo mundo trai. Calma, aí. Deixa eu explicar minha teoria. Analisa comigo: Acontecer uma traição ali, outra aqui, vai numa festa, vem uma escapulida, afinal a carne é fraca, dá umas beijocas, até dá para entender, mas tem homem (e porque não mulher?), que nunca, nunquinha conseguiu ser fiel. O olho parece um radar. Eu conheço um amigo que já na lua-de-mel estava traindo. O casório não deu certo, é claro. Eu sei, o sexo tá liberado geral, mas será que não dá para frear o instinto ? Tem que sair pegando? Não consegue se apegar a ninguém? Essa insatisfação não é NORMAL. Deve ser inquietante um homem que precisa SEDUZIR o tempo todo para estar bem. A auto-estima do carinha é zero. Vai para o ANALISTA, pó. Afinal isso é uma puta falta de maturidade sentimental que tem a ver com Édipo. Falta também no Dom Juan, personalidade, porque nem ele confia na mulher que escolheu. E francamente queridonas, homem insensível ao sentimento feminino é cafona. Homem que tem personalidade e confia no próprio taco, sabe agradar somente a uma mulher, e não precisa ser príncipe encantado, não. Basta ser HOMEM com H! Infidelidade compulsiva é patologia. Não temos os narcóticos anônimos? Os Alcoólatras anônimos? Até o Mulheres que Amam Demais? Que tal lançar os Infiéis Anônimos. Existe? Se ligue no toque e pense um pouco, afinal, PENSAR não faz cair cabelo. Beijossss rosas apesar das traições"

Texto escrito por Celamar Maione.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Chamando Fernada.

Fernandinha, eu só uma. Às vezes nem mesmo uma sou, sou metade, nunca o dobro. Sei que é época de publicitária trabalhar muito, sei que ainda tem outra faculdade para dar conta, sei que tem que ter tempo para namorar, que a vida é melhor assim. Viva, filhota emprestada, mas volte pois Mulheres em Dobro tem a sua marca. Aqui você dá o tom. Beijos

sábado, 6 de setembro de 2008

Amor por Mim.

Escrevi mil textos
Cantando o meu amor
por ti

Hoje comecei a escrever
Lindas cartas de amor
pra mim.




" A gente ri
A gente chora
Joga fora o que passou..."

( Maria Rita)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

À Companheira Malu*

Oi, amiga!

Como vai indo por aí?

Estou lhe escrevendo para lhe pedir um favorzão.Não se preocupe. Não se trata de tráfico de influência. Sei de sua lisura, apesar do contato que você mantém através de e-mails com o companheiro Lula.

O que seria dele sem você, menina? E de nós, então? Graças a Deus você transmite bons princípios ao companheiro.

Ah, eu também não me sinto bem recebendo bolsa família, bolsa escola, nem esse crédito fácil que está deixando os pobres mais pobres (sem perceberem) e os bancos mais ricos.

Bem, Malu, hoje preciso de conselhos de sua terapeuta do MSN. Já tenho um muito bom por aqui, mas sei da reputação da Dra. Nena Sara Neura e ela entende dessas coisas de mulheres, não é?

Pergunte a ela o motivo pelo qual sou tão sensível. Você faz isso? Ando me sentindo tão delicada e incompreendida. E fico vulnerável, sabe?

Se quiser saber mais, pergunte a Zélia. Eu acordei hoje doida para falar com ela, por causa de um comentário mal compreendido aqui no Recanto. Uma bobagem sobre Marlon Brando, Johnny Depp e eu.

Será que a sua terapeuta explica porque me preocupo tanto em ser vista diferente do que sou?

Que impulso é esse que me leva a atrapalhar o dia de Caras de Zélia Maria Freire para me explicar? Ainda bem que demos boas risadas e ficou tudo bem.

Se não for muito, gostaria de saber por que tenho fobia de provocações virtuais. Será que isso é sério?

Diga a ela que não estou lendo Nietzsche, não estou vendo filme de terror e evito más influências.

Não comprei revistinhas da turma da Mônica, mas dei um monte de bonequinhos da turma para a minha sobrinha. Já é alguma coisa, "né não?”.

E vou lendo Malu, Zélia, Marília, Maria Olímpia, Maria Paula, Nena, Pedro Galuschi, (li um texto dele lindo hoje) Leo, Rosa, The Rain (que hoje faltou), Faísca e Fumaça e Paulino Neves, que escreve muito bem.

Malu, você sabe que "o que dá para rir dá para chorar”, não é? Ontem mandei amar, hoje chorei por amar...

Ah, agradeça ao companheiro Lula pela referência a mim no retorno que ele lhe enviou quando você se despediu dele, por causa do horário eleitoral. Não sou lá essas coisas, mas acho que ele deve procurar os "esses" primeiro.

Por hoje é só. Deixo beijos para você e para a sua terapeuta do MSN

Ah,feliz dia do psicólogo para Dra. Nena Sara Neura.

Veca T.F.M.A., ou seja, Tentando Ficar Melhor Ainda.


* A companheira Malu é uma escritora amiga que mantém deliciosas correspondências com o companheiro Lula e com a psicóloga do MSN em seus testos no Recanto das Letras.

sábado, 23 de agosto de 2008

Às Meninas do Brasil.


Meninas, eu precisava
dessa emoção
negra, loura, mulata, morena
dourada, trigueira
da nossa cor:
verde-e-amarela.





Até mais...

Homenagem do Mulheres em Dobro, às meninas brasileiras- Maureen e o time feminino de voley- que conquistaram com garra, técnica e muita dedicação medalhas de ouro em Pequim. Sem discriminição, beijamos Cielo e queremos muito beijar toda equipe do voley masculino.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Impressões

I

Li sobre vampiros
Senti uma estranha fraqueza em meu corpo.
Fechei a página



****************************
II

Sonhei com anjos
Emprestando-me asas
Acordei alguns metros acima do chão.

*****************************
III

Prestes a terminar mais um livro
Agarro-me á ultima página
Adio a solidão.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Primeiras impressões...

Eu acho muito engraçado a primeira impressão que tenho das pessoas. Eu sou do tipo que monta o perfil do indivíduo e usa a imaginação "viajando" no que aquele ser é e representa para o espaço!
Muitas vezes, sentada em mesas de bar eu fico "contemplando a convivência" das pessoas ao meu redor e formulando hipóteses... aquela lá levou um fora do namorado e está curando a dor de amor, aquele lá está feliz porque recebeu uma proposta de emprego melhor, aquele acolá vai ser pai - mas, não gostou da idéia nem um pouco. E por ai vai... fico imaginando e fantasiando através do semblante e da característica das pessoas.
Algumas impressões me assustam muito... como aquelas pessoas bem estranhas que esbarramos nas estação de metrô, a quem costumo apelidar de "doido de metrô". Tem os taxados de "sofridos", que geralmente falam alto, riem muito... mas, não deixam de ter um olhar triste. O perfil que mais gosto são as "sassaricadas", mulheres bem vestidas, bem arrumadas, sorridentes e muito faceiras!
Dizem que tenho uma imaginação fértil... mas, eu fico pensando mesmo... qual será a impressão que causo nas pessoas?

sábado, 9 de agosto de 2008

Meus Amores Impossíveis




Meu primeiro amor platônico foi o Cabo Rusty, dono de Rim Tim Tim, seriado da TV que já assisti em reprise, pois acabei de descobrir no Google que a série era dos anos cinqüenta, mas só assisti no fim da outra década, portanto foi também a primeira paixão anacrônica. A série saiu do ar e quando voltou, eu havia crescido e o Cabo Rusty continuava pequeno. Que decepção!
Dai passei a sonhar com Dom Diego de la Vega, o Zorro, enquanto me imaginava ser Bat Girl dando umas paqueradinhas com Batman. É dessa época também o meu amor por um desenho. Adorava Thor, o filho de Odim, O Rei do Trovão. Ah, como me encantei pelo poderoso e grande Thor, com seus cabelos louros e compridos.
Também tive a minha fase de amores da televisão: Mário Cardoso e Eduardo Tornaghi foram amores da adolescência, na novela A Moreninha.
Bem, cresci e já tinha meus paqueras reais, não pensava mais nesses seres de fantasia, mas venerarava Chico Buarque de Holanda e me sentia a própria Carolina, sonhando na janela ser Marieta Severo. Continuo a ter Chico na minha vida, por pura e absoluta admiração.
Adulta comecei outra fase anacrônica. Apaixonei-me por Honoré de Balzac, após ler sua obra e sua biografia. Recentemente criei coragem e escrevi uma carta para ele publicada no blog Perfil de Mulher e no Portal Comunique-se.
Ainda na máquina do tempo mergulhei na vida de um dos maiores atores de Hollywood. Um dos mais lindos e mais polêmicos também. E dei início à minha fase Marlon Brando. Vi e li tudo sobre ele, que era um perigo para as mulheres. Brando usou e abusou do seu talento e da sua beleza. Teve um fim de vida triste, mas conservou a dignidade e o talento. Foi ele quem me apresentou o atual homem-perigo, porém adorável e distante de mim. Em Dom Juan de Marco, onde Marlon era ainda um charmoso terapeuta, passei a prestar mais atenção em Johnny Depp, o protagonista.
Não passei incólume por Vinicius de Morais, não. Sempre gostei de seus poemas,de suas letras lindas e do seu jeito irreverente, mas foi lendo Meu Querido Poeta, compilação de suas cartas por Ruy Castro, que me dei conta do poder de sedução do poetinha que amava intensamente e desamava facilmente. Pois bem eu amei e sofri com cada mulher que passou pela vida de Vinicius e entendi perfeitamente os seus versos “Que seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure".
Com Vinicius ía-se do céu ao inferno e a queda devia doer para caramba!
Hoje essas paixões duram o tempo de uma sessão de cinema ou da leitura de um livro. Meus sonhos estão bem mais perto da realidade, mas ainda distantes da realização.
A gente amadurece e nossos sonhos de amor também.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Nasci na época errada.

Uma coisa é certa. Nasci na época errada e no local errado. Era para eu ter nascido na década de 50 e no Rio de Janeiro. O motivo é simples: Vinícius de Moraes.
Enquanto as pessoas se rasgam por Reynaldo Gianechini, Paulo Zulu, Luciano Szafir... eu seria muito mais feliz com um Vinicius de Moraes. Certamente, eu teria sido uma de suas paixões/esposas e certamente teria vivido momentos louváveis ao lado dele. Não me incomodaria com seu uísque, com a boêmia e com sua irritante calma! Afinal, tirando a calma - coisa que eu não tenho - eu seria o encaixe perfeito para Vinícius(deixando claro, que isso são devaneios dessa humilde redatora).
Estudar e conhecer Vinicius através da sua vida e composições me deixa mais intrigada... "Por que eu não vivi isso?"... Aprendo muito com meu amado. E umas das lições que sempre levo comigo, é aquele verso tão conhecido "que seja infinito enquanto dure".
Mas, minha paixão por Vinicius começou a alguns anos. Obviamente, eu tive minha fase negra na pré-adolescência com Backstreet Boys e Leonardo diCaprio (com direito a revistas e muitos posteres). Depois comecei a refinar minhas paixões... comecei por Falcão - vocalista da banda O Rappa - inteligente, ótimo cantor, visual despojado e foge aos padrões "principe encantado". Podemos citar o também "principe não-encantado" Luciano Huck... grande paixão...mas, Angélica chegou primeiro. E finalmente: Vinícius!
Aaah...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Beijando Sapos ou Príncipes.

Quantos sapos há de uma princesa moderna beijar para encontrar seu príncipe? Algumas sortudas beijam o príncipe da primeira vez e continuam beijando-o vida a fora. Outras beijam sapos disfarçados de príncipes, cujos disfarces não resistem a muitos beijos. Algumas beijam uns sapos bem legais e levam a vida assim sonhando em encontrar seus príncipes. Existem outros tipos de felizardas que conseguem beijar mais de um príncipe durante a vida; um de cada vez, que não deixam o principado quando mesmo quando os beijos não são mais tão bons. Então os beijam na face e recebem deles beijos na testa. Mas, todo cuidado é pouco quando se beija muitos sapos em uma só noite. Há o perigo da doença do beijo, de gerar sapinhos indesejados ou de banalizar o beijo. Na verdade sapos não viram príncipes e nem somos princesas.
A realidade parece sem graça? Pois só parece. Mulheres e homens com defeitos e qualidades dão sentido e alegria à vida beijando-se com afeto, amor, paixão. Sem ilusão, pois beijos apaixonados valem muito mais que os sonhos.
De qualquer forma é bem melhor beijar gente do que engolir sapos.
Disso não tenho a menor dúvida.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Genial!

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: l
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
(Luiz Fernando Veríssimo)



Confesso... senti inveja de Veríssimo quando li esse pequeno texto. Quanta genialidade! Me identifiquei com esse texto! Adorei a forma como a princesa trata a rã oportunista. Vai saber se essa rã realmente valia a pena? E venhamos e convenhamos, que rã egoísta! É por isso, que faço das palavras da princesa as minhas palavras... "eu, hein?... nem morta!"

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Para Jeane.

Esse blog tem uma leitora fiel, aliás ela foi personagem de um dos primeiros textos que publiquei aqui. Era a aniversariante da festa em que eu e uma amiga comum nos perdemos no caminho e terminamos na delegacia.
Jeane é mais uma de minhas amiga dos tempos da faculdade de direito. Fazia parte do nosso grupo na classe, nos corredores e na lanchonete do campus da UFRN. Eu era a mais velha. A única casada e me achava uma expert na vida do alto dos meus vinte e cinco anos. Não sabia o quanto iria aprender ainda e quantas voltas a vida iria dar.
Desde aquela época muitas águas rolaram, mas mantemos nossos almoços às sextas até hoje: Jeane, Veruscka e eu. Janine não pode comparecer, pois mora na corte, mas sempre está conosco e nos reunimos quando podemos. Esse texto vai além de prestigiar a leitora atenta do Mulheres em Dobro. Vai lá onde são formadas as amizades que nos acompanham nos bons e nos maus momentos. Não é lugar comum dizer que é importante cultivar amizades. É sabedoria saber valorizar amigos. É dificil mantê-los, mas isso Jeane sabe fazer.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Harry Potter, a série.



Ou Minhas Férias em Hogwarts.

Fim dos anos 90 e uma polêmica surgia no mundo editorial e cultural. O lançamento da série Harry Potter chegava ao Brasil com todo alvoroço que os livros que vendem muito provocam.
As crianças queriam ler Harry Potter. Críticos atacavam. Educadores e pais tentavam se posicionar.
Em meio a essa turbulência, presenteei Marcilio, meu sobrinho, com o livro. Minha filha pediu emprestado ao primo e assim chegou o livro às minha mãos.
Comecei a ler e não parei. Durante aquele verão dei início às férias anuais em Hogwarts, Escola de Magia e Bruxaria, situada nos arredores de Londres.
Meu encantamento natural pelo bruxinho e seus amigos, Roney e Hermione venceu qualquer crítica contrária. Saltei a barreira do preconceito e me assumi admiradora da escritora, hoje milionária, J.K.Rowling, que teve uma iluminação ao criar o mundo mágico de Harry Potter.
O preconceito continuava (ainda continua) e eu querendo entender o que aquelas pessoas sisudas viam de tão ruim naquilo que me seduzira. Algumas não leram e não gostaram, se me permitem o clichê. Não sabem o que estão perdendo.
Apesar da minha segurança e paixão declarada, queria saber se outros adultos liam Harry Potter.
A primeira resposta veio no Programa Sem Censura da TV E, quando o editor da Editora Rocco falava sobre mais um lançamento da série. Além dos seus elogios, vibrei quando vi um senhor, inteligente e com mais idade que eu, falando que lia e gostava muito dos livros da série.
Mais tarde Marília Gabriela entrevistou uma pedagoga que assinava uma coluna sobre literatura infantil e pediu a opinião da entrevistada , com uma leve, mas perceptível torcida de nariz, sobre o fenômeno Harry Potter.
A moça perguntou se Marília havia lido e obteve a resposta negativa. Só então contou o seu "caso" com Harry e companhia. A educadora recebera o primeiro livro para fazer sua crítica. Viajou e à noite começou a ler. Não dormiu. Leu o livro naquela viagem e fez uma bela crítica.
Eu já tinha dois aliados, depois descobri mais, embora não precisasse. Desde que meus olhos entraram na casa dos Dudleys, tios cruéis e o primo chato, que criaram o órfão Harry Potter, no dia em que chegaou a carta de Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts e protetor do bruxinho(?) , avisasando que a partir dali, aos onze anos, ele iria estudar na escola de magia, eu já estava convicta de que a série seria mais do que um delicioso entretenimento.
Encantou-me a idéia da plataforma nove e meia. Logicamente localizada entre a nove e a dez, na estação de Londres, vista apenas por bruxos que dali embarcavam para o internato.
Da mesma forma ocorreu com o Beco Diagonal, no centro londrino, invisível aos trouxas (os não bruxos), mas que vendia tudo do mundo da magia.
A partir de então eu e minha filha falávamos uma língua "harryporteana" aqui em casa.” Aparatávamos" e "desaparatávamos" com freqüência. Tínhamos aulas de oclumência, sentíamos ódio de Lorde Voldemort e dos Comensais da Morte, que queriam derrotar Harry Potter, o sobrevivente do bem.

Ríamos com os irmãos de Roney, amávamos Hermione, a menina que não tinha nascido bruxa, mas que era a mais estudiosa na arte da bruxaria e a mais ética de todo grupo.
Torcíamos por Harry, sofríamos com as dores dele e quando o mal vencia, conforme ocorreu na triste morte de Cedrico, um adolescente lindo da Escola.
São tantos os personagens adoráveis : Hagrid , o meio gigante, Dobley, o elfo doméstico, a professora Mcgonagall, Tonx, a bruxa distraída e o padrinho de Harry, Cyrus.
Hoje Harry Potter já recebeu o aval de ninguém menos que Renato Mezan, um dos mais respeitados psicanalistas do país e estudioso de Freud. Autor de Freud, O Pensador da Cultura, um livro sério e denso que meu pai me deu há mais de vinte anos.
Consoante Mezan, em uma entrevista à Veja, Harry Potter e a psicanálise têm muito em comum. O medo, a culpa, o mal, o bem, o preconceito, a vida e a morte estão lá, como em nosso inconsciente.
Na entrevista ele cita um dos mais emocionantes e significativos trecho de toda série. Harry encontra um espelho chamado " Ojesed" e ao mirá-lo vê sua mãe morta sorrindo para ele. A palavra ojesed é desejo ao contrário e aquele espelho refletia a vontade maior do menino herói.
Li todos e voltarei a ler. Recomendo às crianças e aos adultos que se permitirem experimentar uma viagem mágica nessas férias.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Emoções Imperfeitas.

Pouco importa a minha imperfeição
Ante a força do luar nos meus desejos
E da vida que jorra em cada emoção.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Macaca Nova Apanha.

Uma amiga me reclamava do ambiente no novo local de trabalho. Estranhei, pois sabia do quanto ela havia lutado para fazer parte do quadro daquela empresa. Ela me confirmou que não reclamava de suas funções, do salário melhor e da confiança que a diretoria depositara nela.
O que a incomodava era o comportamento de alguns colegas,funcionários antigos na firma, que ora a ignoravam, ora a tratavam com deboche.
Lina, a minha amiga, sentia-se uma estranha no ninho e não sabia o motivo do tratamento dos colegas para com ela, uma vez que nunca os tratara mal.
Tentei entendê-la e lembrei de uma situação parecida que eu havia passado e da frase que ouvira ao conversar com uma pessoa mais experiente do que eu na época.
- Minha filha, macaca nova apanha. Disse-me um amigo sábio.
Lina reagiu como eu e quis entender melhor. Repeti o que tinha ouvido e que não havia esquecido:
- Quando um macaco novo chega a um zoológico, ele apanha, pois ameaça a segurança dos "moradores" antigos.
E assim acontece com nós humanos, algumas vezes. Quando entramos em um ambiente trazendo idéias e posições diferentes, atraímos antipatia e desconfiança daqueles que estão lá há mais tempo, pois o medo de perderem a posição leva os “macacos velhos” a nos baterem, defendendo seus territórios.
Com o tempo as posições se definem e depende muito da nossa autoconfiança.O importante é não nos deixarmos intimidar, até porque há macacos bons que nos estendem a mão e nos ajudam.
Acredito que tranqüilizei Lina, como meu amigo havia me tranquilizado antes.

Evelyne Furtado.
04 de julho de 2008.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la." (Bob Marley)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu sou dependente!

Boa Tarde Senhores Leitores,
Eu sou Fernanda Sobral e tenho uma confissão a fazer. Estava sumida do blog, estava tentando encontrar uma maneira de confessar que eu sou dependente de tecnologia. Sim, de tecnologia. Eu durmo agarrada no meu telefone celular, acordo várias vezes durante a noite para admirá-lo - aproveitando a oportunidade para ver quem me ligou ou mandou mensagens durante as madrugadas frenéticas. Quando não, eu já acordo e corro para apreciar aquele vistoso visor, e abrir aquela tampinha flip... nossaaa... é uma sensação muito boa, ver aquele textinho: 1 mensagem recebida (sendo modesta, claro!).
Passada essa fase da telefonia móvel, eu corro para o computador. Aaaah, meu computador. Ele é meu tudo! Nele eu tenho minhas músicas preferidas (e algumas tantas outras), meus textos (sim, caros leitores, eu escrevo muitos e deixo salvos no meu lindo e black notebook), meus projetos, minha contabilidade, minhas fotos – algumas pérolas raras – minhas cartas, meu trabalho de conclusão de curso... está tudo lá.
Não bastando meu computador pessoal, eu tenho meu querido e estimado desktop no meu trabalho. Aiiii... como eu adoro liga-lo todas as manhãs, digitar mil senhas, abrir meus e-mails, respondê-los... entrar no orkut é tão indispensável como beber água!
Meu pen drive, meu mp3 player andam na minha bolsa e hoje em dia são mais importantes do que minha carteira.
Aí, chegamos ao ponto crítico. Perdi meu pen drive e estou sem internet. Estou tendo ataque nos nervos, uma coisa ruim dentro de mim... Uma ânsia, uma agonia, uma vontade de gritar no meio da rua. Eu tento reconectar e não consigo. Estou desesperada. Preciso entrar na Internet. Preciso olhar meus e-mails. Ai, que angústia. E o pior... meu pen drive sumiu e dentro daquele aparelhinho singelo estão milhões de informações altamente preciosas. Estou sem chão. O que farei sem todas aquelas informações? O que farei sem meu “guarda-tudo”?
Eu preciso de ajuda... eu preciso me libertar dessa dependência! Quero fazer um movimento em prol das agendas, dos cd´s e disquetes e até mesmo da extinção da Internet...

sábado, 21 de junho de 2008

Japa Ruiva ou Enquanto Fernanda Não Vem.

Acordei com batidas fortes na porta. O sono profundo só me pegou de madrugada. Após assistir Medium, série que adoro e ter dito à minha irmã Melissa que não tinha medo nenhum de assombrações, tive um pesadelo, o tipo de sonho que graças a Deus não me visitava desde criança.
Aliás, segundo minha irmã caçula, sempre que digo que não tenho medo de alguma coisa, o destino vem me dar uma liçãozinha, mas essa é outra história.
Voltando ao assunto desse texto, meu cunhado me acordou, dizendo que havia ligado mil vezes para o meu quarto. Eu não ouvi, claro. Agora tinha que me apressar para um city tour em Buenos Aires. Estavam "só" me esperando.
Entrei no ônibus ainda acordando e logo vem um fotógrafo, fazendo fotos de todos para entregar ao final. Pediram para tirar os óculos. Obedeci.
Praça de Mayo, Casa Rosada, Catedral, Igreja Del Pilar, Boca. Na Boca ouvi tango pela primeira vez em Baires (é assim que Laura minha amiga portenha se refere à sua cidade e lá vou com a mesma intimidade).
Gostei de tudo e voltei feliz no ônibus. Ao entrar o moço que fez as fotos vem entregá-las e receber seu pagamento. Pego a minha e o primeiro impulso foi chamá-lo para devolver. Ele havia se confundido. Aquela foto não era a minha. Tudo bem que eu já sabia que seria feita uma montagem e no mínimo eu ganharia uma silhueta linda de tangueira, mas o rosto teria que ser o meu e não era o caso.
Chamei o rapaz, enquanto tentava lembrar das fisionomias dos demais passageiros. Não tinha ninguém com aquele rosto. Bem, ele se enganara e procuraria a minha foto. Nessa altura, Mel pede para ver a foto e me diz: - é você, Evelyne.
- Eu, como assim? (uma pergunta de loura e não de ruiva, tudo bem,rs)
Pedimos a André para resolver o impasse. Ele foi enfático: é uma japa ruiva, mas essa japa é você Veca.
Juro que ainda não me reconheço naquela foto, mas confio na minha família e paguei ao cara, agradecida pelo corpinho que ele me deu dentro de um vestido vermelho e justo.
A explicação? Eu ainda estava dormindo quando ele me fotografou e meus olhos estavam fechadinhos como os olhos das japonesas, para completar a transformação, ele me tirou os cachos e fez um coque. De mim ficou um rosto branquíssimo e redondo, olhos apertados e à cor do meu cabelo, sem cachos, foi acentuado um tom ruivo.
Quase morro de rir na hora. Ainda olho para a fotografia e não me reconheço, mas já gosto dela.
* Japa é aqui não é pejorativo e sim um termo carinhoso.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

...não enterrarei a vida antes do tempo.

O que faço com a vida que vivi?

Onde guardo a experiência adquirida?

Devo esconder meus sonhos de você?

Tenho que disfarçar atrás de um semblante neutro as emoções que senti?

Não me responda sim a todas as perguntas que lhe fiz.

Pensando melhor pode até responder, porém, em respeito a todos os momentos em que prendi a respiraçãopor prazer, júbilo, tristeza, alegria, indignação e amor ,
não enterrarei antes do tempo a vida que me trouxe onde estou.

Evelyne Furtado
Direitos Reservados

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Chove




Chove além do meu quarto
Um temporal
Assim como a menina gosta
Tempestade:
Relâmpagos, ventos, trovões
Além das paredes grossas:
Suas seguras emoções.


Evelyne Furtado
Publicado no Recanto das Letras em 30/05/2008
Código do texto: T1011373

quinta-feira, 29 de maio de 2008

"Se eu disser que foi por amor..."

Quem me conhece sabe da minha falta de habilidade para certas coisas e, portanto, não estranhará. Quem não me conhece ficará sabendo que entre outras coisas sou distraída e não me dou bem com certos equipamentos.
Não precisa ser nada complexo, mas para mim é quase coisa de outro mundo. Por isso só sei ligar e desligar o som do meu carro. Quando quero passar do toca CD para uma FM é uma aventura. Aperto em vários botões e em algumas vezes acerto em outras não.
Bem, hoje ao sair para trabalhar liguei o som e devo ter tocado sem querer onde não deveria. Tudo bem, me deu aquela alegria proporcionada por uma música boa nos nossos ouvidos. Zélia Duncan e sua voz peculiar cantava Catedral, que gosto e já ouvi inúmeras vezes. Comecei a cantarolar alegre e percebi que não sabia a letra.
Disse bem: não sabia, a partir de hoje já posso dizer que conheço a letra e que é um poema. Ouvi a mesma música mais de dez vezes , pois o botãozinho que apertei sem querer era aquele que faz a música repetir, repetir, repetir ( lembrei Maria Rita).
No começo gostei, depois quis variar e não consegui. De qualquer forma foi o que deu a tônica do meu dia. Pois "meu coração é secular, sonha e desagua dentro de mim". Achei esses versos incrivelmente parecidos comigo, entre outros. Inclusive posso justificar muitas mancadas ou gestos de impulsividade cantando "Se eu disser que foi por amor. Não vou mentir pra mim". Assim como a compositora eu não minto para mim, eu me deixo iludir por amor.
Agora, como minha filha saiu no carro já não vou ouvir a mesma música, Sylvinha é um dos anjos que tratam dessas coisas práticas para mim.

Evelyne Furtado, em 28 de maio de 2008.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A estréia...

Depois algum tempo no casulo... a estréia. Roberta Luciana estava no estaleiro, sem sair muito de casa. Dedicação exclusiva a profissão e estudos. Mas, enfim ela se sentiu pronta para sair de casa. Primeira questão... com que roupa? Afinal, depois de alguns meses de clausura... ela queria sair digna de olhares e atenções. Depois de uma hora e meia de provas frustradas de roupa, ela resolveu o look da noite. Quando terminou de calçar suas sandálias vermelhas se sentiu poderosa, jogou os cabelos e faz cara de diva. No carro o som alto e as vibrações positivas vinda da música. O telefone celular já havia tocado várias vezes naquela noite, Roberta Luciana estava tentada a atender todos os convites.
A primeira parada na noite: um bar com amigas. Confiante no seu salto alto, Roberta Luciana sorri e encara o desafio de chegar sozinha num local. Não doeu. Ela sorri aliviada e entra. Firme e faceira logo encontra suas amigas. Troca olhares com alguns desconhecidos, conversa, sorri e bebe uma cerveja. Depois de muito papo, resolve partir para a balada. Suas amigas não queriam ir. Mas, para aquele poço de confiança chamado Roberta Luciana aquilo não era problema.
Na balada tudo correu as mil maravilhas. Bateu papo com alguns caras, mas nenhum chamou a atenção... apenas um que parecia o Incrível Huck – só que na cor amarela. E percebeu que preferia homens mudos, para não conversar tantas abobrinhas. Conheceu algumas pessoas interessantes, bebericou algumas cervejas e recebeu um convite irrecusável: um lual na praia. Sem pestanejar, Roberta Luciana aceitou e partiu... rumo a praia. Sozinha, mas acompanhada de uma felicidade e uma sensação de liberdade imensa. Chegou à praia, encontrou um belo cenário... uma lua cheia, o mar dourado e um violão. Roberta cantou e dançou e também encantou!
Depois de muito agito, estava preparada para voltar para casa. Pés sujos de areia, cabelos assanhados do vento e sorriso no rosto...ela fez uma grande descoberta. A sensação de liberdade que ela sentira aquela noite tinha sido uma das melhores de sua vida.

domingo, 25 de maio de 2008

Bilhetinho.

Olá, Fernandinha! Onde anda você? Claro que o feriado prolongado é tudo que uma publicitária sobrecarregada, cursando outra faculdade e com zilhões de coisas para dar conta precisa para relaxar e voltar em ponto de bala.
E se essa menina é brilhante como Fernandinha, vem bala faiscando como diamantes para nos deixar tontos.
Dededa, meu fim de semana foi sem você e sem Sylvinha. Sua amiga é bem parecida com você e foi fazer curso em São Paulo no feriadão. Como vocês correm meninas!
Já tratei um pouco disso por aqui. A diferença maior entre as nossas gerações é exatamente essa pressa, esse senso de responsabilidade profissional que vocês têm.
Quando cursei a FEMSP - Fundação Escola do Ministério Público, após dez anos de formada, já percebi a urgência que as meninas recém formadas tinham e me assustei,
Hoje são vocês, filha e amigas de filha que correm, aperfeiçoam-se e brilham cada vez mais cedo.
O que acho mais legal é que vocês também se divertem. Melhor ainda: são meninas com cabeças feitas e corações guiados para o bem. Boas meninas, além de alegres, competentes, divertidas e lindas!
Estou com saudade de Vinha, mas logo ela chegará. Também sinto sua falta, parceirinha.

Beijos de tia Veca

quarta-feira, 21 de maio de 2008

De Volta à Vida!

Naquele dia Clarice acordou e não viu nenhum motivo para sair da cama. Nada a empolgava. Não havia nenhum compromisso que valesse à pena. Nenhum programa bom a fazer. Nem mesmo um livro bom a tiraria daquele torpor. Parecia a Clarice que nenhum dos seus sonhos havia sobrevivido à realidade chata que a rodeava.
Será que nunca mais teria uma daquelas conversas instigantes que a faziam vibrar? Será que não haveria um lugar no mundo que a fizesse programar uma viagem para conhecer?
Clarice pensou nas pessoas que conhecia e de quem gostava. Não queria deixar de vê-las, mas não agora. Deixaria para depois. Pensou se ainda conheceria alguém interessante, que trouxesse alegria a sua vida e duvidou.
Relembrou de músicas que tocaram seu coração e até cantarolou, porém não passou disso. Apenas avivou sua memória afetiva, com os momentos intensos, ternos e românticos.
Clarice chegou a sorrir ao lembrar dos abraços, beijos e carícias trocados, no entanto também sentiu vontade de chorar. E foi aí que ela percebeu que estava trancando seus sentimentos para não se decepcionar. Eliminando expectativas ela não se frustraria, mas também não viveria com ardor. E Clarice chorou todas as decepções e mágoas. Um pranto sentido e soluçado. Um pranto que a deixou com os olhos inchados, mas alforriou toda tristeza do seu peito.
Lúcida, se deu conta que havia muito tempo que vivia assim: sobrevivendo, pisando no freio da imaginação e recalcando os desejos. Havia motivo para levantar da cama. Estava viva e com um apetite louco. Mataria o primeiro desejo no café da manhã. Depois decidiria o que fazer. Tinha sonhos antigos e alguns fresquinhos para usufruir.
Evelyne Furtado

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A moda antiga

Antigamente as pessoas casavam se se conhecer. Os casamentos eram arranjados e os noivos muitas vezes só se conheciam na hora do “sim”. Devia ser absolutamente estranho e ruim. Com o tempo os casamentos arranjados foram saindo de moda, as pessoas podiam escolher seus noivos e namorá-los – cercados de vários vigias e damas de companhias.
Hoje em dia, as pessoas se conhecem, se apegam, dizem que amam e acabam o relacionamento num ritmo de velocidade da luz. Um dia se conhecem, já ficam, com uma semana já estão morando juntos e alguns meses depois se desentendem e terminam. É uma banalização do “eu te amo”, quando na verdade deveria ser dito apenas: gostei de você desde que te vi.
Com o advento da Internet... mais uma mudança. Os namoros à distância são amenizados com a possibilidade de conversas a qualquer hora pelo msn, orkut, skype. E também conhecemos muitas pessoas. Acredito que podemos conhecer várias pessoas interessantes e inteligentes pela rede mundial de computadores. Mas, para que arriscar ? A gente pode muito bem conhecer alguém de carne e osso, sentir o cheiro... não troco nada disso por uma tela de computador.
Conhecer pessoas e trocar experiências pela internet é bom, mas tem seus limites – como tudo na vida. Trocar conhecimento e informações, fazer amizade, dividir experiências com pessoas que poderíamos nunca conhecer pelas vias “normais” é super interessante, mas de certa forma é estranho.
Respeito as opiniões de todos, mas tem que ser à moda antiga. Se conhecer, conversar bem muito, trocar telefones, dividir histórias, passear...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Contatos Virtuais. E daí?




É inegável a revolução que a Internet vem fazendo nas relações sociais. Hoje nos aproximamos de pessoas que jamais conheceríamos de outra forma e eu acho isso o máximo!

Ainda há preconceitos, vindos de pessoas que não usam a NET e torcem o nariz para os relacionamentos que se originam dela. Vale salientar que o preconceito não é privilégio dos mais velhos. Muito pelo contrário, os adultos de meia-idade são os que mais estão se beneficiando dessa revolução.

Alguns dizem que é perigoso. Realmente é, como também é perigoso conhecer uma pessoa num shopping ou na praia. Ninguém ainda anda com um chip, que revele seu caráter num aperto de mão, num beijo ou num abraço.

Claro que requer cuidados. A gente não pode ir se envolvendo com uma pessoa através da Internet, sem as precauções normais. Não devemos dar muitas informações sem que tenhamos confiança no novo amigo ou novo amiga.

Eu confesso que já fui preconceituosa, mas há uns seis anos lido numa boa com essa nova forma de conhecer pessoas, aprender com elas, trocar experiências e até viver ótimos momentos bem reais.

Há pessoas que adoro e nunca vi. Essas pessoas me ajudaram e me ajudam. Em meus problemas pessoais e nesse ofício que eu adoro que é escrever.

Bem, Fernandinha eu conheço desde criança, pois é amiga de minha filha e quase sobrinha, mas tenho colegas/parceiros/amigos no Comunique-se, na blogsfera, no Orkut e no Recanto das Letras cujo contato me enriquecem diariamente.

E tenho histórias ótimas sobre o assunto, como a de uma amiga que foi conhecer pessoalmente um blogueiro e só sabia que ele estaria de azul. Marcaram em um shopping. Ela chegou mais cedo e quase morria de susto a cada camisa azul que via. Também coitada, ela viu um (quase) anão de azul (nada contra os anões, por favor), viu um cara todo tatuado, viu vários exemplares de camisas azuis, cada um mais assustador que o outro, até que um gato de azul falou com ela. Não era corcunda, nem cafajeste, nem traficante, nem da máfia. Era inteligente, sensível e culto. São amigos até hoje.

Outra amiga conheceu um espanhol-paraguaio, mas essa é outra conversa. O cara era meio pirado e até hoje ela nem sabe se existia. Muito estranho!

A NET é um mundo à parte e com cuidado a gente conhece gente do mundo inteiro. Vale à pena, desde que não façamos loucuras. Garanto!

Evelyne Furtado
14 de maio de 2008.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mahalo


Respondendo aos que me perguntaram...

Mahalo é uma expressão havaiana. Mahalo é um agradecimento, é considerada uma expressão sagrada no Havaí. É uma palavra sagrada e poderosa, que não deve ser utilizada sem necessidade, diga-as apenas quando você sentir mahalo verdadeiramente dentro de você. "mahalo é uma benção divina. É o reconhecimento da Divindades que moram dentro de você".

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um eterna briga... meu corpo e minha mente!

Enquanto estive doente, aprendi a valorizar o tempo que o meu corpo pedia para descansar. Muitas vezes eu acho que sou uma máquina. Me envolvo em vários projetos e esqueço que mue corpo precisa de descanso. Ele não acompanha minha mente.
Eles são casados, muito bem casados... Meu corpo amadureceu primeiro, se desenvolveu rápido. Minha mente amadureceu depois e continua nesse processo, mas ela é mais ativa, mais perseverante, mais inquieta. Meu corpo é preguiçoso. Apesar deste casamento duradouro eles não estão sempre em sintonia. A mente quer tudo, o corpo fica logo exausto.
É ai que tenho que aprender a dosagem certa dos dois... e até onde meu corpo acompanhará os devaneios da minha mente. Ela não pára, até dormindo ela é agitada... o reflexo é o meu sonambulismo. Uma vez tentei fazer uma aula de Yoga, querendo concentração e calma. Fui para aula, tentei, me esforcei ao máximo para me desligar do mundo...quando estava conseguindo a concentração necessária, lá vinha ela...minha mente inquieta e me transportava para outros pensamentos.
Nunca vou descobrir o que a professora quis dizer com "não pense em nada"...

MAHALO!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Que Noite!



Há uns cinco dias ela chegou e em pouco tempo me derrubou. Dizem que dura no máximo sete dias, mas comigo nunca foi assim. Ainda estou sentindo os arrepios do início. Sim, porque a gripe ou a virose, como queiram, tem seu ciclo evolutivo e se não for atacada quando chega, não dá mais para interrompê-lo. Já senti os calafrios, já senti meu corpo todo doer como se um elefante tivesse caído por cima de mim, passei os dois primeiros dias numa moleza tal que só lembro da cama e da mesa, pois gripe abre o meu apetite (ainda por cima engordo!). Tomei um poço inteiro de água e a sede não passa. Parece ressaca mais eu juro que não bebi. Minha cabeça não é minha, ou assim me faz sentir. Quando falo a voz que ouço é muito diferente da minha. Ontem não dormi quase nada. Cada vez que adormecia o cérebro avisava que eu não estava respirando de tão congestionada que minhas vias respiratórias superiores estavam e eu acordava. E foi a noite inteira assim. O calor e a tosse me levaram a lembrar os poetas românticos acometidos de tuberculose. O ar condicionado piorava a constipação. Sem ele eu me acabava de calor. Que noite! E ainda tem mais: comecei a tossir, mas ainda não é aquela tosse. Só há um conforto. Não estou só nessa. Tem muita gente gripada e pelo telefone estamos sendo solidários. Bem, não acredito que a gripe se vá no sétimo dia, mas tenho fé que não me matará. Ninguém dá a mínima para quem está gripado, mas como diz uma amiga, " gripe é doenção".
Evelyne Furtado
Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2008
Código do texto: T979423

sábado, 3 de maio de 2008

Solidão: uma boa companhia.


Tem quem goste de ser só e procure o isolamento. Algumas pessoas são solitárias por opção, outras pelas circunstâncias. A maioria corre da solidão, uma vez que seu significado esteja sempre associado ao abandono ou à tristeza.
Mas a solidão tem um lado bastante positivo e poucas pessoas percebem. Estar só faz com que busquemos a nós mesmos. Geralmente é esse encontro que assusta, mas se superarmos o receio, certamente faremos uma viagem interior que nos enriquecerá muito.
Ao lado do auto-conhecimento a liberdade é outro aspecto atraente da solidão. Quando estamos só somos donos das nossas vontades e desejos. Decidimos o que comer, que filme assistir, que lado da cama dormir e outras coisas mais.
É claro que compartilhar a vida com alguém é maravilhoso, mas isso depende desse "alguèm", que pode nos fazer bem ou, ao contrário, muito mal.
A solidão dói quando nos deixamos levar pela melancolia, porém se ao invés da tristeza, escolhermos a criatividade, teremos um mundo de possibilidades para explorar.
Não estou pregando o recolhimento; não estou falando de eremitas, que se escondem das outras pessoas, pois não sabem lidar com o outro. Falo das ocasiões nas quais nos sentimos sós por um período.
A primeira vez que fui ao cinema só, senti-me uma vitoriosa. Já havia passado dos 30 e morria de medo de fazer qualquer coisa só. Fui e venci. Hoje acho maravilhoso um programa comigo mesma, com direito a cinema, pipoca e coca-cola, tendo como sobremesa um pacotinho de Confete ou M&M. Ainda que seja um exercício de equilíbrio e um show da malabarismao (ruim) para o restante da platéia.
Façamos-nos inteiros, enquanto a companhia ideal não chega ou quando ninguém quer assistir àquele filme conosco. Estar só, não é necessariamente ser só. A solidão nos proporciona conhecer uma ótima companhia: nos mesmos.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Só.

É muito comum sentirmos medo da solidão. Quando na verdade, precisamos de tempo para resolver as pendências que temos com nós mesmos. Ficar só, não significa está largado e abandonado no mundo, mas sim um momento para ficarmos introspectivos e resolvermos os assuntos pendentes das nossas vidas. Precisamos descobrir quem somos, o que realmente queremos e o porquê de várias coisas.
Algumas pessoas fazem o Caminho de Santiago, outras viajam, outras se trancam em seus quartos, outras escrevem suas angústias... Mas, precisamos deste tempo para nos dedicar a nós mesmos. Isto não significa que vamos nos isolar do mundo, dispensar as pessoas amadas e viver numa bolha paralela e auto-suficiente...isto seria uma declaração de egoísmo, afinal ninguém é feliz na solidão.
Por isso, até em respeito ao outro, precisamos criar os momentos para estarmos apenas conosco. Afinal, é essencial descobrir que precisamos do outro para sermos completos e ficar só ou ficar solitário são dois conceitos distintos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

TPM

Tensão Pré-menstrual. Sou a pessoa certa para falar dessa síndrome. Convivo há anos com as variadas formas que meus hormônios encontram para se manifestar, quando enlouquecem durante uns dez dias por mês. Sim, acho melhor dizer que a loucura é hormonal e não minha. Não é minha culpa se choro por qualquer coisa ou mesmo por nada. Não sou responsável pela insônia, pelos nervos à flor da pele (aí Zeca Baleiro!). Não sou eu quem fala coisas que em estado normal nem pensaria. São eles, os hormônios, que se mostram e não eu. Portanto, não me acusem de louca, estressada, chorona ou burra. Rita Lee disse tudo: "mulher é bicho esquisito". Resolvi procurar um médico após uma manhã, há muitos anos, quando dirigia e ouvia o rádio, tive uma crise de choro enquanto Gil, o compositor e intérprete (antes de ser ministro), cantava a fome da menina Madalena, só saciada com orações ao senhor do Bomfim, pois a mãe não tinha como alimentá-la. Antes disso, já havia "me estranhado", ao assistir a comédia "Esqueceram de Mim": chorei tanto quando a mãe, em pleno vôo, percebeu que havia esquecido um dos filhos em casa, que não consegui achar nada engraçado. Na época, o médico que procurei receitou diurético e recomendou uma dieta com pouco sal e nada de cafeína. Isso pra mim, que sou louca por café e Coca Cola! Acho que ele queria me enlouquecer de vez. Eu juro que tentei, mas não durou muito. Lembro que numa noite, em que jantávamos eu e minhas duas irmãs, o clima ficou tão tenso que uma delas saiu dizendo que só voltaria depois que nós, as "afetadas" pela dança dos hormônios, menstruássemos... Rimos muito, as três, o que aliviou o ambiente... Apesar de tudo isso, tenho uma amiga que adora a TPM. Ela aproveita para desabafar e fala tudo o que não falaria normalmente. Já a alertei que essa falta de freio pode causar acidentes irreparáveis, mas por enquanto ela nem liga e segue liberando seus desaforos a quem atravessa seu caminho. Falando em acidentes, devo muita à dedicação do meu anjo da guarda, pois passar em sinal amarelo ou mesmo fechado requer toda proteção possível. E meu anjo tem trabalhado bem, graças a Deus! Estou escrevendo esse texto em fase de TPM e espero que vocês relevem algum erro absurdo. Não que eu não me engane em estado normal, mas nessa fase sou terrivelmente burra. A propósito, um dia falei para uma colega de trabalho que não estava conseguindo escrever nada, pois me sentia obtusa e ela, espantada, perguntou-me: "O que é obtusa"? Percebi que mesmo na TPM eu não estava tão mal assim. Pelo menos ainda conservava um vocabulário razoável.

Evelyne Furtado

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O mal das mulheres


Eu e Tia Veca sofremos do mesmo mal que muitas mulheres. E hoje, me pergunto como ainda não tínhamos falado sobre isso? TPM. Sim, aqueles momentos de total insanidade e angustia que vivemos nos dias que antecedem a menstruação.

Algumas mulheres, ou melhor, algumas sortudas não sofrem deste mal. Estas passam o mês tranqüilas e sentem apenas leves cólicas. No hábitat natural destas mulheres não há abalos sísmicos mensais como no meu.

Um lar de uma pessoa com TPM é tenso. As pessoas nunca sabem o que esperar daquele ser “psicologicamente modificado”. Crises de choro podem ser facilmente interrompidas por acessos de fúria. Neste período do nosso mês ficamos subindo e descendo montanhas, um dia felizes, um dia tristes e uns dias bem explosivos.

Mas, o pior de tudo é: somos tomadas por um enorme sentimento de solidão e infelicidade. Tudo é ruim. Tudo está errado. Tudo conspira contra nós. Ninguém entende. Até que aparece a luz no fim do túnel e abrimos um largo sorriso e admitimos para quem quiser ouvir: - Estou com TPM! Admitindo a nossa condição somos perdoadas e absolvidas pelos nossos convivas. E ainda, passamos a lidar melhor com aquela sensação indesejável.

E nada melhor que praticar exercícios físicos, trabalhar o lado espiritual e reduzir a ingestão de cafeína e álcool para procurar o equilíbrio emocional (dicas da Revista Bons Fluidos).

terça-feira, 22 de abril de 2008

Mulheres em Crise?


Uma mulher em crise é algo absolutamente natural. A sensibilidade é mais comum ao sexo feminino e a vida um pouco mais difícil. Meu discurso não é feminista. Devemos ao movimento feminista, muitas conquistas, mas não tenho muita familiaridade com o assunto para discuti-lo agora. Nunca me senti inferior ao homem, em nenhum aspecto.

O que vejo é que fomos submetidas historicamente ao poder masculino e há muito pouco tempo chegamos aos direitos iguais, garantidos constitucionalmente. Aqui no Brasil, por exemplo, só a partir da Constituição de 1988. No entanto, nós mulheres, ainda lidamos com os resíduos culturais sexistas.

Por isso conheço muitas mulheres em crise. Junte-se a sensibilidade,o romantismo e as alterações hormonais ao cotidiano de uma mulher que tem uma carreira, precisa de um salário para se sustentar e ainda quer amar e ter filhos.

Algumas de nós trabalham um dia inteiro fora de casa e ainda acordam de madrugada para preparar a comida do marido e dos filhos.

Mesmo quando independentes, economicamente, não temos a mesma liberdade masculina. Somos olhadas com desconfiança quando ousamos. Assustamos quando nos posicionamos em pé de igualdade com os homens.

Atualmente vivemos um período de acomodação nos relacionamentos entre mulheres e homens. Avançamos, mas queremos amar. Desejamos sexo, mas com respeito e afeto, além da excitação. Trabalhamos, dividimos contas, mas queremos mimo (e retribuímos). Não queremos competir com parceiros. A competição não cabe em uma relação amorosa.

Devo ressaltar que não está sendo fácil para a ala masculina. Muitos estão esforçando-se para se adaptar à nova mulher que difere da mãe, mesmo aquelas mais modernas. O modelo padrão, para uma geração de homens entre 30 e 50 anos, é da mãe submissa e do pai chefe de família. E ainda temos um agravante: há falta de homens no mercado e essa diferença em números, gera uma disputa absolutamente desagradável entre as mulheres, enquanto permite aos homens uma escolha farta.

Ainda assim, estamos na luta. Enfrentamos a tal crise com lágrimas, mas também com humor. Amor temos de sobra para dar. Sem falar que toda crise permite um crescimento. Acharemos uma forma saudável de conviver com esses inconvenientes. Tomara que não demore muito.

Evelyne Furtado.

SABEDORIA

ISSO É MUITA SABEDORIA
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

*Caros leitores, nos desculpem a demora nas postagens, mas estamos com problemas nos nossos computadores. Assim que resolvemos voltaremos a postar com frequência.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Bibelô, jamais!

Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Bibelô, jamais!

Ainda bem que não precisamos escolher. Estudar é essencial e hoje, com toda facilidade que há, só não estuda (ou faz de conta que estuda quem não quer).

Pois bem, não fui uma aluna exemplar, longe disso, contudo sempre gostei de ler e nunca abri mão de ser uma mulher bem informada. Com sinceridade, tenho mais saudade da faculdade do que do ensino médio. Gostava tanto daquela liberdade que passei anos na UFRN, onde além de estudar direito, fiz amigos maravilhosos e me diverti muito.

Quanto aos estudos, gosto cada vez mais de adquirir conhecimentos e de ter consciência que é inesgotável a fonte de aprendizado.

Ah, mas se pudesse seria linda. Confesso, sem constrangimento nenhum. Só que descobri há anos que não sou nenhuma Maitê Proença (linda e inteligente), porém não há muitas Maitês por aí, e cada uma de nós temos os nossos encantos.

Que comparação boba essa minha. Aliás toda comparação é idiota. A gente é o que é e pronto.

Claro que nos faz um bem enorme uma tarde num salão, pelo menos para mim, que detesto academia e tenho medo de plástica.

Quanto a cuidar só da beleza e casar com homem rico, além de não ser fácil achar um, não vale à pena mesmo. Ser "bibelô" não faz bem a ninguém, muito menos a mulheres inteligentes com tudo para se realizarem na vida por si.

Casamento, só por amor. Já pensou aguentar um cara rico e chato...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Eu escolhi estudar.

Nós mulheres temos algumas escolhas bastante peculiares, como por exemplo decidir se vamos investir na profissão ou na beleza. Pode parecer radical, mas não é. Se você escolher estudar, você certamente investirá nos estudos, numa faculdade, num estágio, num emprego e empreendimentos que façam você alcançar o almejado sucesso profissional. Você terá que ser bem sucedida, inteligente, perspicaz, bonita, bem-vestida, atualizada e ainda dá conta do seu trabalho e da sua vida pessoal mantendo equilíbrio entre eles.
Mas, você tem outra opção. Você pode investir na beleza. É um caminho mais rápido, menos tortuoso e com resultados mais visíveis em curto prazo. Por exemplo, você arruma rapidinho um marido rico que irá te sustentar e fazer “feliz” o resto da vida. Investir na beleza é questão de administração. Você acordará as dez da manhã, irá para academia – com a tênis da última moda e roupas fashion -, tomará um açaí na lanchonete, depois você almoça com seu marido e sorrir (seu único papel é sorrir), descansa e vai para a etapa mais complicada e exaustiva do seu dia: os tratamentos de beleza. Chegará em casa cansada, mas tem que estar sempre impecável para jantar com o marido. E assim, vai vivendo.
Quem opta por estudar tem um caminho bem mais complicado e resulto a longo prazo. Você tem que acordar cedo para ir à academia, chegar correndo e se arrumar para trabalhar. Vai ao trabalho dá o máximo de si, almoça com as amigas ou tem almoço de negócios.Corre pra fazer unhas, depilação e cabelos no horário de almoço. Corre para passar na costureira, na massagem (quando dá tempo). Nos intervalos da correria, lê as revistas semanais, jornais, blogs, portais de comunicação, livros etc. Algumas ainda escrevem, pintam, interpretam, cantam... enfim, várias atividades diárias. Mas, mesmo assim, dão conta da beleza e estão amáveis para nossos familiares e respectivos.
É difícil a escolha e quanto mais cedo traçarmos nossos objetivos melhor.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Vida em Prosa e Verso.

Adorei ler Fernanda em prosa em verso. A prosa cheia de humor eu já conhecia. A poesia rica em lirismo, adorei conhecer. Parabéns, parceirinha!

Eis a vida passando por nós com todas as suas manifestações. Vivemos e sentimos. Sentimos amor, alegria, prazer, compaixão, raiva e dor. Estes são apenas exemplos do que sentimos ao longo da vida.

Em um dia morremos de rir com algo engraçado que nos acontece. Vem outro dia e leva a nossa alegria. Mas há noites estreladas entre um dia e outro. E olhar um céu bonito também faz bem ao coração.

Aliás muita coisa boa pode acontecer em uma noite, inclusive dormir e ter sonhos bem hollywoodianos. A gente acorda numa felicidade e às vezes nem sabe o porquê...

Importante lembrar que para amadurecermos temos que vivenciar a dor e a alegria. O sucesso e o fracasso. E mais: a vida dá voltas e voltas, o que hoje é infelicidade, amanhã pode se tornar uma bela realidade.

O visível que não se vê.

Estava lá, bem ali.
Eu não vi.
Era tarde quando percebi.

Continua ali.
Eu continuo a sentir.
Mas, já não era amor e não percebi.



*Lançando a fase poesias...
Fernanda Sobral

domingo, 30 de março de 2008

Um passeio inusitado


Minha vida é uma festa... e não poderia de deixar de compartilhar um fato bastante inusitado que me aconteceu. E não façam como minha mãe que até agora acha que é brincadeira, foi verdade verdadeira.
Numa manhã chuvosa de sábado saio de casa em busca de fazer coisas de menina (leia-se depilação, unhas, hidratação nos cabelos etc). Resolvi ir caminhando, afinal o salão fica próximo a minha casa. Neste belo e prazeroso passeio surgem os calos. Uma inocente chinela rasteira me propiciou dois belos calos. Ainda tinha um longo caminho pela frente e não agüentava mais andar. Tirar a sandália foi o primeiro pensamento, mas eis que vejo um meio de transporte que poderia me ajudar bastante: uma carroça.
Me dirijo aos gentis senhores e pergunto se eles podem me dá uma carona. Eles bastante espantados com meu pedido inusitado ficaram sem reação. Não me dei por vencida e perguntei novamente. Assustados, eles acenaram as cabeças fazendo sinal positivo e eu subi na carroça.
Vocês devem estar se perguntando se eu não tive medo de ser seqüestrada, assaltada etc. Claro que tive, por isso pensei em tudo. Uma carroça não atinge uma velocidade enorme, então em caso de emergência a solução que articulei era me jogar!
Mas, felizmente, percorri várias esquinas da Av. Rodrigues Alves na carroça puxada pelo burro chamado Truia. Resolvi meu problema dos calos e fiquei feliz da vida com minha astúcia.

Para Manter um Grande Amor



Para manter um grande amor não deixe que ele se vá, mas não o amordace; abrace-o. Não o acomode; acolha-o. Não o desafie; conquiste-o. Não o ponha num pedestal; mantenha-o bem ao seu alcance. Não acumule mágoas, discuta respeitosamente sobre o que lhe desagrada.

Reconheça quando pisar na bola, mas não se deixe humilhar pelo outro. Viva esse amor com zelo, cumplicidade e uma boa dose de clemência.

Nunca, mas nunca mesmo, deixe o ser amado encurralado, pois a mais dócil das criaturas vira fera quando sem saída, ou pior, amofina, morre e quem ama não mata, não é?

Não confunda orgulho com amor próprio. Essa confusão costuma ser fatal para o amor. Não se deixe escravizar, nem escravize quem você ama. Agradem-se mutuamente, sem que precisem concordar com tudo que o outro quer, diz ou pensa.

Afaguem-se sempre. Vale cheiro na nuca, bilhetinhos apaixonados, mãos unidas no cinema,voz dengosa ao telefone, cafuné, abraços, beijos e amassos.

Não estimule o ciúme, se quiser evitar uma briga feia, e tente não se tornar um ciumento patológico.

Não castigue o seu amor, essa função educativa é dos pais, dos professores e da própria vida. Demonstre seu desconforto, permita que o outro se explique e deixe a raiva passar.

Não entre em competição por nada nesse mundo, pois se há um lugar no qual competir não tem a menor importância esse lugar é a relação amorosa. Nela o amor é o único campeão. Quem ama aplaude a vitória do outro e por seu lado avança também.

Não duvide da força do amor, mas não o deixe ao Deus dará. Ele precisa de dois para vingar. E ame por inteiro o seu amor, não adianta amar apenas as qualidades; nem amar só nos bons momentos.

É aconselhável enfrentar os maus momentos para conservar esse amor, assim como convém valorizar cada encontro, cada gozo, cada olhar.

Para manter um grande amor vale uma prece. E nos casos dos amores adormecidos, como se refere às crises amorosas, um querido trovador, me vem à memória o poema Prece de Fernando Pessoa, que fala de saudade e de esperança nos versos a seguir:

“ Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.”

Se ainda assim o amor não resistir, pode ter sido amor, pode ter sido verdadeiro, só não foi possível conservar. Então, cai bem o respeito ao amor vivido. Trate-o com carinho e consideração. Mantenha as boas lembranças levando o melhor que viveram em algum lugar no coração.

Eu romântica incurável, não cedo fácil: fico aqui torcendo e rezando. Que vença o amor e que sejam abençoados as almas e os leitos de todos os amantes. Porém se esquecer da mais básica das lições: se não amarmos a nós mesmas em primeiro lugar, ninguém amará.

Evelyne Furtado.
11 de junho de 2007.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Auto - Estima

Olhei bem dentro de mim
E apesar de tantos erros
Confesso: gostei do que vi.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Amor da Cabeça aos Pés.

Desde que nascemos passamos por perdas. Perdemos o aconchego do útero. Perdemos a proteção materna. Nós meninas vivemos o Complexo de Electra (perdemos o amor do pai para nossas mães) e os meninos os transtornos edipianos perdem o amor da mãe para o pai), isso tudo segundo Freud.

Sempre tive medo de perder. Sentia-me traída, usada, amputada no que eu tinha de melhor: a afetuosidade e a lealdade.

Depois que a dor passa, os contornos desse quadro mudam e dependendo da relação que tivemos, percebemos o quanto foi bom enquanto durou.

Esse relato, aparentemente melancólico, tem o sentido de mostrar que sobrevivemos a todas essas perdas. Ainda que seja atravessando surtos de ansiedades, compulsão alimentar, cachoeira de lágrimas.

Pois bem, caímos e levantamos algumas vezes. Não sem raiva, não sem mágoa, não sem constrangimentos, não sem dor. Buscamos apoio de amigos e familiares, além da ajuda especializada.

Entretanto o bom disso tudo é que cada perda vivida traz ganhos. Inclusive calóricos, quando a ansiedade é aplacada com a ingestão de um pote inteiro de sorvete de chocolate, por exemplo.

Falando sério, ganhamos realmente mais consciência de nossa individualidade. Descobrimos do que gostamos, revemos nossas prioridades, revistamos os nossos sonhos.


Rompimentos amorosos doem, porém saber que podemos sobreviver à perda do parceiro, reforça a nossa fé na vida, pois ela se renova e nos abre horizontes.


É bom saber, também, que podemos juntar tudo de bom que vivemos. Lembrar de cada "eu te amo" que ouvimos e que falamos, de cada beijo, de cada encontro, de cada olhar. São emoções que ficam para sempre.

No mais, continuaremos romântica e como toda mulher “merecemos rosas" como canta Ana Carolina, pois ainda "somos amor da cabeça aos pés".




domingo, 23 de março de 2008

Sofrer e não ter a vergonha de ser feliz.


Tudo na vida é finito. E junto com o fim, além das famosas letrinhas eternizadas no cinema “the end” vem o sofrimento. Cada um sofre de acordo com sua personalidade. Aqueles mais intensos transformam um simples fim de jogo um sofrimento terrível. Tem aqueles que sofrem calados e quietos... é um sofrer silencioso e inquietante. Tem o sofrimento midiático, que é divulgado para tudo e todos. Tem o sofrer esperançoso...
Nós mulheres sofremos por vários motivos e também absorvemos o sentimento dos outros. Acho que é por isso que quase “lavamos” o cinema naquelas comédias românticas ou em filmes dramáticos. Tem também a cena clássica: encosta-se na porta, escorrega com a mão na testa e chora convulsivamente (com um toque de classe) no chão. O sofrimento de Bridget Jones chega a ser divertido... Regado com um porre de vinho e muito sorvete. O chique sofre na praia, caminhando lentamente na areia e sentindo a água bater nas pernas – tem aqueles que preferem se jogar nas compras ou num spa. Tem os desesperados que rasgam fotos e atiram objetos pela janela.
Depois de tudo isso, vem aquela sensação que tudo não passou de uma cena de filme e que estamos felizes e resolvidas com o nosso problema. Eu me enquadro mais no quesito Bridget Jones, mas como estamos falando em sofrimento calórico vamos apostar na caminhada na praia.
O que importa é que depois da maré nostálgica vem a calmaria e a sensação que tudo foi um exagero. E depois de pouco tempo, começa tudo denovo...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Chão de Giz.

Nem percebi e de repente o blog “Mulheres em Dobro” completa um mês de existência. É lugar comum falar que o tempo está voando, pois é essa a impressão que temos. Porém, no caso do nosso blog, a sensação foi mais forte ainda, pois está sendo uma delícia escrever aqui.
A idéia é muito interessante, pois mesmo que os choques de gerações não ocorram mais atualmente, o que é ótimo, temos visões diferentes da vida de acordo com a idade.
Fernandinha traz humor inteligente e frescor juvenil. Só leio o texto dela quando está no blog e morro de rir. Mas ela não faz só graça. Ela tem muita vontade de aprender e de crescer profissionalmente. E o melhor: o livro do seu futuro tem folhas branquinhas para ela preencher com suas realizações.
A minha colaboração traz mais experiência de vida. Meus olhos já viram mais do que os dela. Já sei, por exemplo, que errar não dói, pelo contrário, nos oferece a oportunidade de ousar e aprender mais.
Vivemos situações em comum também, pois Fernandinha é amiga de minha filha desde criança. O café da manhã, cantando Chão de Giz, foi delicioso. Nós três (eu, Sylvinha e Fernanda) preparávamos a refeição em um domingo e começamos a cantar.
E quando chegávamos ao verso que terminava com a expressão “amiúde,” o coro era ensurdecedor na cozinha. A gente cantava e chorava de rir. Mas adoro a música, que fique claro, apesar "das violetas sem os colibris".
Bem, pelo contador estamos bem. Pelos comentários dos conhecidos também.E ainda pelos que chegam aqui sem nos conhecer e deixam a opinião.
Por isso que venham muitos meses para nossos textos e que nós Mulheres em Dobro cumpramos a nossa proposta, com humor, amor, poesia e música. Pois escrevo e leio o nosso blog e tenho prazer nas duas funções.
Parabéns Sobral!

Com você o Tema do Nosso Primeiro Mês.


quarta-feira, 19 de março de 2008

O primeiro de muitos

Para comemorar o primeiro mês de existência do “Mulheres em Dobro” nada melhor do que falar sobre aniversários. Aniversários para alguns representam “envelhecer”, para outros é sinônimo de festa e tem aqueles que não gostam nem de receber os parabéns.
Eu adoro meu aniversário, desde a data até tudo que representa. Adoro acordar com a ligação do meu padrinho fingindo ser um cacique – nasci no Dia do Índio -, tomar café com meu pai ele esquecendo os parabéns, só lembrando quando está no banho, as ligações, mensagens, e-mails... É muito bom receber as manifestações de carinho numa data especial.
A atmosfera de aniversário é muito saudável. Celebrar mais um ano de vida, mais um ano de experiência. O melhor de tudo é fazer um balanço do ano que passou. Todos os anos (não só no fim de ano) eu faço este balanço e vejo que sempre tem novidades, mas algumas coisas estão sempre no mesmo lugar e faço planos para o ano seguinte.
No primeiro mês de existência do “mulheres em dobro” posso afirmar que estou (estamos!) muito feliz com o resultado. Estamos agradando não só aos nossos conhecidos como também aos internautas que nos visitam por acaso. Adoramos ler os comentários e saber que os leitores estão aprovando e se divertindo com as nossas histórias, porque esta é a nossa intenção.
Parabenizo minha parceira, pelas excelentes histórias e agradeço mais uma vez o convite, o voto de confiança, pelos vários anos de amizade e cafés-de-manhã regados de cantorias e bom papo.
Para finalizar, a música dos "cafés-da-manhã":

"Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes (oooooooooooouuu ouuuuuuuuuu)
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes"...

| Chão de giz - Zé Ramalho |

segunda-feira, 17 de março de 2008

Ninguém é Normal de Perto.




Dizem que a frase é de Caetano, mas já li que a autora foi a atriz americana Mae West ( muito antiga, mas com ótimas frases atribuidas a ela). Importa é que ninguém é normal de perto mesmo. Todos temos nossas esquisitices.
Mania, cada um tem a sua. Dizem. Eu tive várias. A mais antiga era pegar em meus cachos. Como hoje tenho menos cachos, estou quase curada. Roí as unhas quando era criança, mas logo que comecei cuidar delas, aos 16 anos, com uma manicure que passou uns 20 anos fazendo meus pés e minhas mãos, também me curei. Vejo aí uma mania boa. Mantenho pessoas que gosto por muito tempo perto de mim.
Tenho o hábito, que é diferente de mania, de comprar livros. Compro e leio, claro. Na época da faculdade, quando um professor indicava um livro de direito, eu aproveitava para comprar uns dois romances.
O que mais gosto mesmo é de ler. Leio muito e alterno um tipo de literatura com outro. Ora viajo, ora aprendo. E vou lendo com muito prazer.
Ler e sonhar. Coleciono sonhos desde menina, sendo que os sonhos daquela época não tinham limites. Eram amplos, coloridos e felizes. A vida me ensinou que alguns sonhos se desfazem e quando isso acontece dói. Comecei, então, a por limites nos meus sonhos, o que faz com que eles percam um pouco a graça, mas é sinal de maturidade, acho.
Adoro canecas de louça. Tenho várias e também mantenho alguns vícios associados às canecas: café e Coca Cola Zero. Todos que me conhecem sabem e brincam com isso. Tomo cafezinhos a manhã inteira e não almoço sem coca zero.
Doidices? A última e mais contundente é a web. Adoro navegar na internet. Leio, escrevo, converso e conheço pessoas. Sou superligada mesmo. Por falar nisso lembrei agora que coleciono Blogues, com esse que divido com Fernandinha são quatro.
Se coleciono Blogues, tenho uma compulsão para escrever. Concentro-me e escrevo. Às vezes consigo um bom texto, em outras escrevo abobrinhas, mas nem ligo. Se bem que fico satisfeita quando produzo um texto que gosto.
Atualmente venho colecionando decepções com pessoas. Essa coleção é dolorosa e eu não a aceito muito bem. Sou uma pessoa bem intencionada, leal e verdadeira. Mas não posso fazer com que se sintam assim em relação a mim, então farei o possível para não aumentar essa coleção.
Graças a Deus, coleciono gente boa e querida perto de mim. Fico feliz e segura em saber que com essas eu posso contar. Essa coleção é sem dúvida a mais bonita e mais importante para mim.
Sou meio doidinha, talvez, para quem tem como parâmetro uma pessoa convencional, formal e metódica. Mas para mim isso não é loucura. É um jeito aquariano de ser. Uma maneira de não levar essa vida muito a sério, pois os melhores momentos são espontâneos, não precisam de organização e método.





Evelyne Furtado, 17 de março de 2008.

domingo, 16 de março de 2008

Mania? Hobby? Doidice?

Quando criança eu tinha mania de fazer coleções. Colecionei papéis de carta, expostos em enormes pastas e separados por categorias. Era uma febre na escola. Cada uma com suas pastas, seus papéis e muita agilidade para realizar as trocas. Na hora do recreio todas as meninas iam ao pátio realizar o tal escambo. Tínhamos regras severas: os papéis cartinge só poderiam ser trocados por cartinge, porque eram os mais disputados; os papéis quer não eram da moda (com os personagens de desenhos da época) não eram valorizados e para realizar a troca deveriam ser trocados por dois; e várias regras que eu não me recordo mais. Algumas vezes, o poder de persuasão e o argumento de troca faziam com que burlássemos algumas dessas regras. E assim eu fiz minha primeira coleção: três pastas completas com os mais variados papéis. Tenho até hoje. E estou numa situação delicada, pois ou começo a escrever cartas neles ou rezo para a moda de papel de carta voltar e os entrego a uma sucessora.
Já tive coleção de adesivos (comprei até umas pastas auto-colantes), coleção de lápis, coleção de borrachas, álbuns de figurinhas, prendedores de cabelo e muitas outras. Com o tempo, fui me desfazendo de algumas destas coleções e logo criei um novo hobby: colecionar copos. Copos para bebida alcoólica, copos com temas divertidos, copos infantis, enfim... eu amo copos. Já tenho do Bob Esponja, da Hello Kitty, Scooby-Doo, copo de cachaça, copo (taça) de champagne, copo de cerveja – que dizem ser do tamanho da minha sede, com capacidade para 1litro. É uma mania que começou por acaso. Mas, hoje em dia os amigos viajam e me trazem copos. Meu pai me presenteia com copos. Até minha mãe no começo resistente com a minha nova invenção resolveu ser entregar. Eu adoro minha coleção de copos. Mania? Doidice? Pode até ser. Mas, mania cada um tem a sua.
E como todo colecionador tem um sonho, eu não poderia ser diferente. Meu sonho é: a caneca do Programa do Jô. Já pensou? Seria colocada em local de destaque na prateleira com direito a iluminação especial de Castelo Casado. Aaaah, a caneca do Jô!

sábado, 15 de março de 2008

O Espelho e a Mulher.




No espelho, a verdade
Revela uma das faces
Entre as múltiplas possibilidades
Da mulher refletida.
Parceiro essencial às vaidades
O espelho reflete com fidelidade a superfície.
O rico interior; o infinito renascer de sentimentos
da mulher que o mira, escapa-lhe,
contudo, à sua rasa luz.

Evelyne Furtado

sexta-feira, 14 de março de 2008

Beleza não é Essencial.


O próprio Vinicius de Morais, autor da frase " as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental", disse também numa carta escrita à sua mãe, descrevendo sua primeira mulher, que ela era " de uma feiurinha linda". O texto está no livro que traz correspondências de Vinicius, reunidas por Ruy Castro, que aproveito para indicar pois é delicioso.

Está claro que o belo é relativo. Quem é feio para mim, pode não ser para o leitor.
Frida Khalo é um exemplo do que digo.A pintora mexicana era feia. manca e usava um aparelho terrível para abrandar as dores que sentia, em razão de um acidente, mas conquistou o coração do pintor Diego Rivera, entre outros. A beleza de Frida estava na sua alma guerreira, na sua vitalidade e nas cores vivas, claras e fortes das suas telas.

A beleza segue padrões determinados de acordo com a época. O que era bonito na corte de Luis XVI não é belo hoje. Os exagerados modelitos usados pela minha querida Maria Antonieta seriam hoje fantasia de destaque de escola de samba.

O padrão atual é rígido e cruel. Quem entra na paranóia da mídia, vive a infelicidade de não ser magérrima, loura, com barriga tanquinho, cabelos lisos e silicone.Algumas perseguem esse padrão incansavelmente.

Os homens que não sentiam essa cobrança passaram a sentir. E alguns são tão vaidosos que já ganharam o título de Metrossexual.

Não há como negar que a beleza atrai. Existem pessoas lindas e nós gostamos de olhá-las e de nos aproximarmos delas.

A primeira impressão que temos de alguém é através da aparência, todavia, não nos enganemos o belo Príncipe pode ser um sapo chato e sem caráter.

Uma das frases que mais gosto é de Antoine de Saint-Exupéry. Disse o autor do Pequeno Príncipe " que o essencial é invisível aos olhos, pois só se vê bem com os olhos do coração". Lindo, não?

quinta-feira, 13 de março de 2008

É fundamental?


Vinícius (desculpe a intimidade com o grande poeta e compositor Vinícius de Moraes) que me desculpe, mas beleza não é fundamental. Afinal, se “gosto” não se discute como se pode classificar o belo?
Gordurinhas localizadas são sinônimo de beleza para alguns, para outros tem que ter barriga de tanque. Cabelos loiros, ruivos, pretos, tingindos, enrolados, ondulados, lisos... cada qual tem sua característica peculiar. Analisando fatos isolados percebemos o quanto a questão da beleza é relativa.
A campanha da Dove para o verão de 2007: “o sol nasce para todas”. Formidável. Afinal de contas, somos todas belas com a formosura que Deus nos deu, ou com uma ajudinha da clínica de estética e do bisturi. Contradição? Pode até ser. Mas, beleza é estado de espírito. É estarmos de bem com a vida e com o mundo e exalar alegria.

terça-feira, 11 de março de 2008

Eles brincam. Nós brincamos.

Homens são meninos e não deixam de brincar nunca. Eles apenas mudam o valor e o tamanho do brinquedinho novo. Tenho um amigo que comprou um Fusquinha 68, com o qual ele sai duas vezes por semana para brincar.

Eles adoram filmes de lutas, tiros, ação. Quanto mais sangue melhor (nem todos são assim, claro) e amam os efeitos especiais e as teorias conspiratórias. São filmes para meninos grandes.

E nós? Vamos ser justas. O que é uma tarde no shopping para uma mulher? Pura brincadeira. Conheço mulheres que não podem ver uma bolsa diferente, que já acham que é a cara delas, mesmo que já tenham uma dúzia quase iguais.

Mesmo as mulheres que não tem muito para gastar, adoram uma passadinha numa loja para comprar xampus, cremes e outras coisinhas mais.

E as mudanças no visual? Quase todas nós gostamos de mudar a cor do cabelo ou o corte. As escovas de chocolate, as de queratina, as definitivas ou passageiras, fazem parte do nosso lado lúdico também.

Eles gostam de um chope com os amigos para falar de futebol, carros, os novos brinquedos, e, claro, das Julianas Paes da vida. Eles são assim, quando se juntam depois da pelada.

A gente adora encontrar amigas para por as idéias em dia. Falar do trabalho. Do último livro que lemos. Fofocas, também, vamos confessar. Eles também fazem as suas resenhas, que às vezes são mais cabeludas que as nossas.

E os nossos filmes preferidos, meninas? Afora àqueles que agradam a todos pelo conteúdo abrangente, nós amamos filminhos tipo "Sessão da Tarde". Eu, pelo menos adoro!

Acho tudo isso muito saudável. Um casal não tem que fazer tudo juntos. É importante manter a individualidade de cada um, desde que não venha prejudicar o relacionamento.

Mas é bom pensar bem antes. Eu jamais seria feliz com um cara que gostasse de vaquejadas, por exemplo ou que passasse metade do ano pesquisando insetos na Amazônia por exemplo.

Hoje brinco de escrever ou vocês acham que faço isso por obrigação?

Evelyne Furtado.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Eles.


Todo homem tem uma paixão. O futebol paixão nacional dispensa comentários. Mas, tem aqueles que por não gostar de futebol criam outra diversão para chatear suas respectivas. Eles idolatram, gastam tempo e rios de dinheiro, fazem uma turma de pessoas que gostam da mesma coisa, “desperdiçam” um tempo precioso que podiam estar conosco e passam horas falando sobre aquilo.
Já vi de tudo. Conheço um casal que o marido é alucinado por cavalos. Todos os fins-de-semana ele vai cavalgar (com um grupo de amigos, claro!). Isto quer dizer que: na sexta-feira ele não sai, porque tem que acordar cedo e no sábado não sai porque está cansado. O grupo de amigos vem acompanhado de muita bebida alcoólica e uma disputa por originalidade nos acessórios (e lá se vão os rios de dinheiro para se fantasiar e fantasiar o cavalo). E como bom homem ele dispara: - Um hobby tão saudável, você reclama demais!
Tem os loucos por barcos (às vezes passam meses sumidos no mar), loucos por música (horas e horas de ensaio), loucos por rally, loucos por carros, loucos por “raquejada e carralo”, loucos por Asa de Águia, loucos por eletrônicos... enfim, cada um com sua mania. E cada uma que agüente as manias.
A pior categoria: loucos por futebol. Eles mesmos. Aqueles que não satisfeitos em ir ao estádio só para clássicos e jogos importantes, pode ser DEF (seu time do coração) contra o time da escolinha mini-mirim, eles vão. Acompanham o time como o fã-clube de Zezé di Camargo & Luciano acompanham a nova turnê. Jogo em Santo Antônio do Salto da Onça: presente! Jogo em Vixe-Maria: presente! Jogo em Santana do Rio dos Ventos: presente! Como se não bastasse tem os jogos televisionados.
E a globalização na ajuda em nada. Vocês devem estar se perguntando por que. É simples. Não bastasse os jogos locais, o time nacional escolhido, eles agora torcem para um time europeu! Ou seja, futebol de segunda a sexta.
È nessas horas que eu fico pensando... o que seria da vida sem os nossos lindos e suas manias?

sábado, 8 de março de 2008

Experiência com uma Personal Stylist.


Eu juro que não sei com que roupa eu vou sair até abrir o armário e começar a experimentar. Depois procuro os acessórios certos. Maquiagem básica: pó, rímel, lápis e batom. Um perfume que combine com meu astral e pronto. Recentemente tive uma experiência marcante. Queria me renovar e comecei pelas roupas. Contratei uma personal stylist para rever meu armário. Ver o que dava para usar, o que não estava mais em moda, o que não ficava bem em mim. O resultado: inúmeras sacolas enormes no chão para doação –gosto disso- e o armário com uma meia dúzia de roupas. Ah, e uma sacolinha com roupas para remodelar. Foi uma diversão. Algumas roupas eu agarrava como se fossem de estimação. Vestidos curtíssimos que não iria usar nunca mais. Calças com dois manequins a menos do que eu estava usando no momento. Tudo para as sacolinhas.
Roupas de estimação, pode? Ela disse que poderia. Mas apenas cinco.
Então sobraram uns vestidinhos, no máximo quatro, para usar estritamente em casa.
Bem, a sensação era de vazio, mas também de esperança, afinal era Hadassa Freddi quem me assessorava e ainda vinha o melhor: a sessão compras.
Claro que não pude repor tudo. Meu salário não dava. Mas essa parte foi mais divertida. Aprendi o que me valorizava e o que eu não deveria usar de maneira nenhuma.
O mais engraçado é que encontrei com a personal umas três vezes logo em seguida e ela adorou a combinação.Sorte, minha, pois ainda bem que ela não me viu alguns dias depois.
Uma noite de muita preguiça, saí de casa com um dos vestidinhos de casa (que é bonitinho, mas ordinário, rs) para ir só na locadora pegar um filme, onde rapidamente entrei e saí.
Resolvi descer para a praia, aonde vou para melhorar meu astral e exatamente quando estava passando em frente ao edifício onde mora um tio, meu celular tocou. Era Luciana, minha prima, que mora em Recife, mas estava em Natal, me chamando para ir lá. Era aniversário de Enzo seu filho de cinco anos e a tia Élia tinha feito um bolo. Disse que só estava o pessoal de casa.
Eu que estava passando em frente não resisti. Foi assim que cheguei em um aniversário com o vestido preto de bolinhas brancas, condenado à prisão domiciliar pela personal, e uma rasteirinha.
Querem saber do melhor? Os convidados eram primos, irmãos e cunhada. Contei logo para todo mundo. Comi bolo, ri e me diverti muito.
Mas quero dizer que a experiência foi ótima e logo vou marcar com Hadassa para uma nova sessão de shopping, pois emagreci e agora vai ser mais animado ainda.
Evelyne Furtado em 09 de fevereiro de 2008