segunda-feira, 10 de março de 2008

Eles.


Todo homem tem uma paixão. O futebol paixão nacional dispensa comentários. Mas, tem aqueles que por não gostar de futebol criam outra diversão para chatear suas respectivas. Eles idolatram, gastam tempo e rios de dinheiro, fazem uma turma de pessoas que gostam da mesma coisa, “desperdiçam” um tempo precioso que podiam estar conosco e passam horas falando sobre aquilo.
Já vi de tudo. Conheço um casal que o marido é alucinado por cavalos. Todos os fins-de-semana ele vai cavalgar (com um grupo de amigos, claro!). Isto quer dizer que: na sexta-feira ele não sai, porque tem que acordar cedo e no sábado não sai porque está cansado. O grupo de amigos vem acompanhado de muita bebida alcoólica e uma disputa por originalidade nos acessórios (e lá se vão os rios de dinheiro para se fantasiar e fantasiar o cavalo). E como bom homem ele dispara: - Um hobby tão saudável, você reclama demais!
Tem os loucos por barcos (às vezes passam meses sumidos no mar), loucos por música (horas e horas de ensaio), loucos por rally, loucos por carros, loucos por “raquejada e carralo”, loucos por Asa de Águia, loucos por eletrônicos... enfim, cada um com sua mania. E cada uma que agüente as manias.
A pior categoria: loucos por futebol. Eles mesmos. Aqueles que não satisfeitos em ir ao estádio só para clássicos e jogos importantes, pode ser DEF (seu time do coração) contra o time da escolinha mini-mirim, eles vão. Acompanham o time como o fã-clube de Zezé di Camargo & Luciano acompanham a nova turnê. Jogo em Santo Antônio do Salto da Onça: presente! Jogo em Vixe-Maria: presente! Jogo em Santana do Rio dos Ventos: presente! Como se não bastasse tem os jogos televisionados.
E a globalização na ajuda em nada. Vocês devem estar se perguntando por que. É simples. Não bastasse os jogos locais, o time nacional escolhido, eles agora torcem para um time europeu! Ou seja, futebol de segunda a sexta.
È nessas horas que eu fico pensando... o que seria da vida sem os nossos lindos e suas manias?

sábado, 8 de março de 2008

Experiência com uma Personal Stylist.


Eu juro que não sei com que roupa eu vou sair até abrir o armário e começar a experimentar. Depois procuro os acessórios certos. Maquiagem básica: pó, rímel, lápis e batom. Um perfume que combine com meu astral e pronto. Recentemente tive uma experiência marcante. Queria me renovar e comecei pelas roupas. Contratei uma personal stylist para rever meu armário. Ver o que dava para usar, o que não estava mais em moda, o que não ficava bem em mim. O resultado: inúmeras sacolas enormes no chão para doação –gosto disso- e o armário com uma meia dúzia de roupas. Ah, e uma sacolinha com roupas para remodelar. Foi uma diversão. Algumas roupas eu agarrava como se fossem de estimação. Vestidos curtíssimos que não iria usar nunca mais. Calças com dois manequins a menos do que eu estava usando no momento. Tudo para as sacolinhas.
Roupas de estimação, pode? Ela disse que poderia. Mas apenas cinco.
Então sobraram uns vestidinhos, no máximo quatro, para usar estritamente em casa.
Bem, a sensação era de vazio, mas também de esperança, afinal era Hadassa Freddi quem me assessorava e ainda vinha o melhor: a sessão compras.
Claro que não pude repor tudo. Meu salário não dava. Mas essa parte foi mais divertida. Aprendi o que me valorizava e o que eu não deveria usar de maneira nenhuma.
O mais engraçado é que encontrei com a personal umas três vezes logo em seguida e ela adorou a combinação.Sorte, minha, pois ainda bem que ela não me viu alguns dias depois.
Uma noite de muita preguiça, saí de casa com um dos vestidinhos de casa (que é bonitinho, mas ordinário, rs) para ir só na locadora pegar um filme, onde rapidamente entrei e saí.
Resolvi descer para a praia, aonde vou para melhorar meu astral e exatamente quando estava passando em frente ao edifício onde mora um tio, meu celular tocou. Era Luciana, minha prima, que mora em Recife, mas estava em Natal, me chamando para ir lá. Era aniversário de Enzo seu filho de cinco anos e a tia Élia tinha feito um bolo. Disse que só estava o pessoal de casa.
Eu que estava passando em frente não resisti. Foi assim que cheguei em um aniversário com o vestido preto de bolinhas brancas, condenado à prisão domiciliar pela personal, e uma rasteirinha.
Querem saber do melhor? Os convidados eram primos, irmãos e cunhada. Contei logo para todo mundo. Comi bolo, ri e me diverti muito.
Mas quero dizer que a experiência foi ótima e logo vou marcar com Hadassa para uma nova sessão de shopping, pois emagreci e agora vai ser mais animado ainda.
Evelyne Furtado em 09 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

Com que roupa, eu vou?

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Acorda as oito da manhã. Toma um colacau (leite com achocolatado) de pé na cozinha olhando a rua. Vai tomar banho. Analisa quantos quilos tem que emagrecer e imagina tudo que tem que fazer para perdê-los. Toma banho. Sessão cremes – muitos nos cabelos e corpo. Visualiza seu guarda-roupa enquanto se perfuma e imagina: - com que roupa eu vou? O dia está apenas começando. Abre o guarda-roupa. A primeira indagação: - a depilação está ordem? Em caso afirmativo, pensa em saias, vestidos ou calça capri e blusas sem manga. Em caso negativo, mais um problema pela frente. Percorre diversas vezes aqueles cabides com o olhar. Veste, “desveste”. Nesta altura, o banho já foi por água abaixo... Já está suada e estressada, isso porque a vestimenta é para ir trabalhar. Desiste. Pega uma calça jeans, blusa básica, plataforma, acessórios e vai embora.
Chega ao trabalho, entre um bom dia e outro alguém repara no colar, no brinco, no relógio. Os acessórios que seriam o charme do visual surtiram efeito. Senta à sua mesa. Liga o computador, navega pelos provedores de informação, blog´s e uma “espiadinha” (como diria Pedro Bial) no orkut. Trabalha. Bebe água, um cafezinho. Meio-dia, trânsito infernal. No caminho, relembra todos os afazeres do dia. A hora do almoço é curta para tantas atividades. Depositar dinheiro no banco, fazer unhas, trocar um presente, comprar um presente, deixar roupas na costureira, marcar cabeleireiro para o dia da festa, fazer trabalho da faculdade, pagar a conta do celular, ligar para amigos para saber a boa do fim de semana, olhar hotel para a semana santa e fazer algum favor para o pai ou mãe. Pronto, só isso! Pensamentos e seqüência de atividades organizados vai à luta.
Resolve algumas coisas, o tempo é curto. No caminho de volta ao trabalho pensa com que roupa vai sair à noite, afinal é sexta-feira. Trabalha. Faz o balanço semanal. Atualiza o blog. Lê as últimas notícias do dia. Terminou. Vamos passear. E todo dia é assim... faz tudo sempre igual, tem os mesmos afazeres, os mesmos questionamentos, os mesmos problemas

quinta-feira, 6 de março de 2008

" Que luz é luz se Sylvia não for vista?"




Um senhor inglês, do século XVII previu o que eu iria sentir séculos depois ao contemplar e amar a minha filha. Em Os Dois Cavalheiros de Verona, William Shakespeare disse o que eu teria dito com a genialidade dele, ao ver Sylvinha. Em dois versos, o mais célebre dos escritores ingleses, diz o que penso todos os dias: “Que luz é luz se Sylvia não for vista? Que alegria é alegria, se Sylvia estiver longe?".

Assim é Sylvinha para mim: luz e alegria. É ela minha fonte infinita de amor. Minha filha me deixa espantada com a sua maturidade e sua sensibilidade. Quase levito quando ouço elogios a ela.

Vinha, que tem muitos outros nomes para mim, é a filha única que vale por dúzias, quanto ao amor que eu sinto. Dividimos esse tesouro – eu e seu pai – que há um ano deu-lhe uma irmãzinha de presente. Agora ela tem status de filha única (de minha parte) e a alegria de curtir o crescimento de Maria Clara, que, diga-se de passagem, ainda não sei o que é minha, mas já gosto dela, independente de qualquer parentesco, afinal é irmã de Sylvinha.

Vinha tem umas coisas meio estranhas, apesar desse ar de fada Sininho. Às vezes, de uma hora para outra, troca os papéis e pensa que ela é a mãe. Nessas horas tenho que chamá-la a atenção e lembrá-la que a mãe sou eu. É que ela é ariana e leva tudo muito a sério. Perfeccionista, não pode falhar em nada. Preocupa-me esse lado dela, mas também me irrita, quando ela cobra de mim essa perfeição, que estou longe de alcançar. Esse docinho, que mora aqui em casa, dá conta de tudo: faz faculdade de Arquitetura, trabalha em um escritório muito bem conceituado, vai à academia (não puxou a mim) e ainda adora ser “assistente de produção” de Hadassa e Geo, no editorial de moda de uma revista de uma grande loja de departamentos.

Mas tem uma coisa. Se o convite for bom, ela esquece o cansaço e vai aonde Bruno chamar. Não. Eu não tenho ciúme de Bruninho, pelo contrário, ele é quase um filho, mas às vezes noto que ela está crescendo, basta ver o relacionamento deles: sinto uma mistura de alegria e saudade antecipada, porém, nunca podarei as asas da minha filhota. Ela sabe o que quer e isso me deixa encantada.

Sylvinha, ainda por cima, é linda, sabiam? Eu sempre achei e continuo achando. O pai também faz questão de dizer a todos, como se as pessoas não pudessem ver. Já deu para notar que fizemos tudo (intuitivamente) pela auto-estima dessa menina de 22 anos.

Minha filha foi abençoada por Deus, pois aonde chega ganha o carinho e o respeito das pessoas. Ela coleciona amigos de infância, amigos de faculdade e amigos do trabalho, fora os avulsos. E em todo aniversário é complicada a lista de convidados. Herdou o melhor da mãe e o melhor do pai. Sábia, minha filha descobriu logo que a felicidade da família não se romperia com a separação dos pais. Apesar da situação dolorosa, logo percebi uma Sylvinha mais leve e feliz. Ela sabia que não deixaríamos de ser uma família e que juntos cuidaríamos dela sempre.

Assim Sylvinha vai iluminando a vida de quem a conhece, seja a família dos amigos ou a do namorado; seja Valéria – a mãe de Clara –, com quem ela sempre se deu bem, e por isso eu passei a admirá-la. Eu já escrevi inúmeros textos sobre Sylvinha e escreverei muitos mais. Sempre falta alguma coisa para dizer.

Dessa vez quase deixei de falar que ela desenhava plantas de casas desde pequena. A vocação foi natural. Já falei da beleza, da dedicação, da inteligência e da sensibilidade. Falta dizer que, mantendo seu jeito próprio e gracioso, ela trata todos de forma igual. Dá gosto ver que criamos uma filha sem preconceitos.
Só falta repetir que a amo incondicionalmente, mesmo quando ela me olha de cara feia quando estou fumando. Babei, porque sou mãe, e ela é isso tudo.

Evelyne Furtado.

A mulher que abraça o mundo com as mãos!

Quando imaginamos um super-herói ele tem que ser forte, inteligente, dinâmico e ter superpoderes. Eu conheço uma super-heroína. Com características marcantes ela tem muitas habilidades e a principal é: ela consegue abraçar o mundo com as mãos. Além disto, lê pensamentos, adivinha coisas, sabe o que e quando dizer, salva qualquer pessoa que precise, tem idéias mirabolantes e consegue mudar móveis de lugar num piscar de olhos.
Acompanho suas aventuras a quase vinte e dois anos. Já teve de tudo. Por ser tão companheira e prestativa ela já se envolveu em várias aventuras. Já teve que segurar um carro para o mar não levar, já transformou um estábulo num lar para família, já criou um pastor alemão numa varanda, já montou e desmontou casas de praia...
A super-abraça-mundo tem uma característica bastante peculiar: sabe usar as palavras certas no momento ideal. Quando pequena, tinha uma garotinha que não queria pentear os cabelos e ela conseguia contornar a situação contando histórias – a menina que não penteava cabelo perdia tudo, todas as coisas que ela gostava iam parar dentro do cabelo até que um dia sumiu a mãe dela e ela teve que pentear o cabelo para achar a mãe -. Esta mesma garotinha não aceitava seus cachos, ela contornava com uma super-história. Tinha um garotinho que não gostava de estudar e ela usava de várias artimanhas para que o menino se concentrasse nos estudos, hoje o garotinho é bacharel em direito, culto e está cursando outra faculdade. Esta super-heroína só tem um vício, um vilão que não consegue deixá-la em paz: o cigarro. Ela não consegue lutar contra ele.
Quem conhece acho que já sabe de quem estou falando, apesar de eu ser suspeita para falar. A super-heroína é a minha mãe. Tem o melhor e maior colo do mundo. Chora e sofre comigo quando estou sofrida. Arruma soluções para meus problemas. Se derrete de cuidados quando estamos doentes. Sabe fazer o melhor “risotinho” dos domingos. Tem uma gargalhada gostosa e inconfundível. Tem sempre um jeitinho para arrumar e ajeitar o que está quieto. Tem uma mania incontrolável de colocar as coisas nos seus devidos lugares (até quando estas coisas deveriam estar fora do lugar). Não fala de ninguém, apenas transfere as informações. É um ser humano amado e querido por muitas pessoas. E como esquecer a famosa frase: - Zelminha ainda tem a mesma carinha!
Minha mãe estudou na Escola Doméstica durante toda a vida, formou-se em Sociologia na Universidade Federal. Namorou a vida inteira com meu pai – me matam de orgulho completando 34 anos de namoro – seu primeiro beijo, primeiro e único marido e tudo mais. Acompanha meu pai desde os tempos das cavernas, eles acampavam, iam para fazenda, passeios em João Pessoa, até a fatídica lua-de-mel na Fazenda Inhandu em companhia de um casal de amigos e seus três filhos pequenos (merece uma história a parte, apesar de eu não ter vivido). Foram morar no Rio de Janeiro (reza a lenda que o apartamento era do tamanho do meu quarto, não que meu quarto seja grande), vieram para Natal e estão até hoje. Meu pai já inventou de ser fazendeiro, jipeiro, bugueiro, aventureiro, cozinheiro (um desastre!), criador de cavalos, enfim minha mãe está sempre ao lado dele, apoiando suas aventuras.
Mãe exemplar, brincou de Barbie, contou histórias, fez tarefas, me deixava na escola às 8h para eu dormir mais e não levar carão do pai e do irmão, apartou as brigas, comprou as melhores roupas (aaah... meu casaquinho florido branco!), nos levou a lugares maravilhosos, assitiu todas as apresentações de dança, arrumou meu cabelo para as apresentações de aeróbica, chorou durante e após as apresentações de aeróbica, aplaudiu quando dancei Carmem Mirando, espalhou para toda a cidade que eu tinha passado em quatro vestibulares – e sempre exaltando o detalhe que fui oitavo lugar na UFRN –, fez tranças, agüentou meu mau-humor quando ela quer ajudar, me explicou o que era menstruação, me deu meu primeiro sutiã e o mais valioso de tudo: sempre repete que eu fui idealizada e desejada e nasci do jeito que ela sonhou!


Música do dia: "Até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei, e ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim, do nosso amor a gente é quem sabe..." (Los Hermanos)

quarta-feira, 5 de março de 2008

É opcional!


Hoje eu tenho quase vinte e dois anos (como o ano passou rápido? Já estamos em março!). O tempo passa rápido depois dos quinze – como me alertou meu pai. Na minha idade, minha mãe já era casada e estava prestes a ser mãe. Eu estou bem longe disto. Quero terminar minha faculdade, correr o mundo, me firmar profissionalmente e quem sabe fazer planos de matrimônio. A palavra “casamento” ainda é apenas um substantivo que está bem distante de mim.
As coisas estão bem mais fáceis, convenhamos. Nossos queridos e compreensivos pais nos dão liberdade para ir e vir, apenas preocupados com a violência urbana. Mas, plenamente consciente da educação e criação que nos deram. Viajamos, vamos a festas, saímos sem problemas e empecilhos. Acho que por isso temos tantas histórias para contar e podemos conversar de igual para igual com uma pessoa com o dobro da nossa idade. Porque fomos criadas assim. Sem barreiras, sem cobranças. Apenas muito diálogo e amor.
Dez anos atrás eu me imaginava bem diferente do que estou hoje, acreditem. Mas, está fase de iniciação da vida é muito instigante. Não sei direito o que quero, tenho um leque de opções nas mãos e muito medo de errar. Não tenho planos para daqui a dez anos e por enquanto não quero me imaginar com trinta e dois anos. Mas, quero ter a certeza que “se envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional” (Maria Helena Pugliesi).

segunda-feira, 3 de março de 2008

Duas Gerações e suas Prioridades.

Daqui dos mais de quarenta lembro quando tinha vinte e dois. Foi quando casei com o namorado de adolescência. Eu me achava "a madura". Sabia tudo da vida e era bem mais rígida que hoje. Aproveitamos uma greve sem fim da UFRN e casamos. Eu, que ainda a pouco era rebelde, do contra e uma retardatária do movimento hippie, casei de vestido de noiva, no estilo Lady Dy, de tafetá champanhe, pois usei a mantilha da família, já amarelada pelo tempo. Acho que surpreendi algumas pessoas, mas cumpri o figurino feliz da vida.
A faculdade levei na valsa (essa expressão é mais velha do que eu). Parei quando engravidei e ainda passei mais de seis meses para voltar. Isso pagando apenas duas cadeiras por dia. Fui totalmente dedicada a minha filha nesse período, viu Sylvinha?
Já trabalhava. Comecei como estagiária e depois fui contratada. Não tornei mais difícil do que era ser mãe, aluna de direito e funcionária pública. Tive todo apoio que precisava e nenhuma pressa.
Hoje aos quase vinte e dois, Fernanda formou-se em Publicidade, trabalha em uma agência e cursa Administração. Sylvinha, que sempre estará nesses textos, pois é o elo que une as Mulheres em Dobro e minha filha, está terminando Arquitetura e trabalha em um escritório.
As duas namoram e se divertem quando podem. Vinha já namora há alguns anos e o namorado não é só o queridinho dela. Tem uma fila de mulheres aqui em casa que o adoram, encabeçada por mamãe. Mas de acordo com os projetos de ambos para depois da formatura, talvez só encontrem vaga nas agendas para casar daqui a uns dez anos.
Mulheres de idades e prioridades diferentes, mas com algo bem salutar. Não nos sentimos tão distantes. Sou menos rígida hoje. Apesar de parecerem meninas, elas são mais maduras, portanto nos sentimos mais próximas.