Para comemorar o primeiro mês de existência do “Mulheres em Dobro” nada melhor do que falar sobre aniversários. Aniversários para alguns representam “envelhecer”, para outros é sinônimo de festa e tem aqueles que não gostam nem de receber os parabéns.
Eu adoro meu aniversário, desde a data até tudo que representa. Adoro acordar com a ligação do meu padrinho fingindo ser um cacique – nasci no Dia do Índio -, tomar café com meu pai ele esquecendo os parabéns, só lembrando quando está no banho, as ligações, mensagens, e-mails... É muito bom receber as manifestações de carinho numa data especial.
A atmosfera de aniversário é muito saudável. Celebrar mais um ano de vida, mais um ano de experiência. O melhor de tudo é fazer um balanço do ano que passou. Todos os anos (não só no fim de ano) eu faço este balanço e vejo que sempre tem novidades, mas algumas coisas estão sempre no mesmo lugar e faço planos para o ano seguinte.
No primeiro mês de existência do “mulheres em dobro” posso afirmar que estou (estamos!) muito feliz com o resultado. Estamos agradando não só aos nossos conhecidos como também aos internautas que nos visitam por acaso. Adoramos ler os comentários e saber que os leitores estão aprovando e se divertindo com as nossas histórias, porque esta é a nossa intenção.
Parabenizo minha parceira, pelas excelentes histórias e agradeço mais uma vez o convite, o voto de confiança, pelos vários anos de amizade e cafés-de-manhã regados de cantorias e bom papo.
Para finalizar, a música dos "cafés-da-manhã":
"Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes (oooooooooooouuu ouuuuuuuuuu)
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes"...
| Chão de giz - Zé Ramalho |
quarta-feira, 19 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Ninguém é Normal de Perto.

Dizem que a frase é de Caetano, mas já li que a autora foi a atriz americana Mae West ( muito antiga, mas com ótimas frases atribuidas a ela). Importa é que ninguém é normal de perto mesmo. Todos temos nossas esquisitices.
Mania, cada um tem a sua. Dizem. Eu tive várias. A mais antiga era pegar em meus cachos. Como hoje tenho menos cachos, estou quase curada. Roí as unhas quando era criança, mas logo que comecei cuidar delas, aos 16 anos, com uma manicure que passou uns 20 anos fazendo meus pés e minhas mãos, também me curei. Vejo aí uma mania boa. Mantenho pessoas que gosto por muito tempo perto de mim.
Tenho o hábito, que é diferente de mania, de comprar livros. Compro e leio, claro. Na época da faculdade, quando um professor indicava um livro de direito, eu aproveitava para comprar uns dois romances.
O que mais gosto mesmo é de ler. Leio muito e alterno um tipo de literatura com outro. Ora viajo, ora aprendo. E vou lendo com muito prazer.
Ler e sonhar. Coleciono sonhos desde menina, sendo que os sonhos daquela época não tinham limites. Eram amplos, coloridos e felizes. A vida me ensinou que alguns sonhos se desfazem e quando isso acontece dói. Comecei, então, a por limites nos meus sonhos, o que faz com que eles percam um pouco a graça, mas é sinal de maturidade, acho.
Adoro canecas de louça. Tenho várias e também mantenho alguns vícios associados às canecas: café e Coca Cola Zero. Todos que me conhecem sabem e brincam com isso. Tomo cafezinhos a manhã inteira e não almoço sem coca zero.
Doidices? A última e mais contundente é a web. Adoro navegar na internet. Leio, escrevo, converso e conheço pessoas. Sou superligada mesmo. Por falar nisso lembrei agora que coleciono Blogues, com esse que divido com Fernandinha são quatro.
Se coleciono Blogues, tenho uma compulsão para escrever. Concentro-me e escrevo. Às vezes consigo um bom texto, em outras escrevo abobrinhas, mas nem ligo. Se bem que fico satisfeita quando produzo um texto que gosto.
Atualmente venho colecionando decepções com pessoas. Essa coleção é dolorosa e eu não a aceito muito bem. Sou uma pessoa bem intencionada, leal e verdadeira. Mas não posso fazer com que se sintam assim em relação a mim, então farei o possível para não aumentar essa coleção.
Graças a Deus, coleciono gente boa e querida perto de mim. Fico feliz e segura em saber que com essas eu posso contar. Essa coleção é sem dúvida a mais bonita e mais importante para mim.
Sou meio doidinha, talvez, para quem tem como parâmetro uma pessoa convencional, formal e metódica. Mas para mim isso não é loucura. É um jeito aquariano de ser. Uma maneira de não levar essa vida muito a sério, pois os melhores momentos são espontâneos, não precisam de organização e método.
Evelyne Furtado, 17 de março de 2008.
domingo, 16 de março de 2008
Mania? Hobby? Doidice?
Quando criança eu tinha mania de fazer coleções. Colecionei papéis de carta, expostos em enormes pastas e separados por categorias. Era uma febre na escola. Cada uma com suas pastas, seus papéis e muita agilidade para realizar as trocas. Na hora do recreio todas as meninas iam ao pátio realizar o tal escambo. Tínhamos regras severas: os papéis cartinge só poderiam ser trocados por cartinge, porque eram os mais disputados; os papéis quer não eram da moda (com os personagens de desenhos da época) não eram valorizados e para realizar a troca deveriam ser trocados por dois; e várias regras que eu não me recordo mais. Algumas vezes, o poder de persuasão e o argumento de troca faziam com que burlássemos algumas dessas regras. E assim eu fiz minha primeira coleção: três pastas completas com os mais variados papéis. Tenho até hoje. E estou numa situação delicada, pois ou começo a escrever cartas neles ou rezo para a moda de papel de carta voltar e os entrego a uma sucessora.
Já tive coleção de adesivos (comprei até umas pastas auto-colantes), coleção de lápis, coleção de borrachas, álbuns de figurinhas, prendedores de cabelo e muitas outras. Com o tempo, fui me desfazendo de algumas destas coleções e logo criei um novo hobby: colecionar copos. Copos para bebida alcoólica, copos com temas divertidos, copos infantis, enfim... eu amo copos. Já tenho do Bob Esponja, da Hello Kitty, Scooby-Doo, copo de cachaça, copo (taça) de champagne, copo de cerveja – que dizem ser do tamanho da minha sede, com capacidade para 1litro. É uma mania que começou por acaso. Mas, hoje em dia os amigos viajam e me trazem copos. Meu pai me presenteia com copos. Até minha mãe no começo resistente com a minha nova invenção resolveu ser entregar. Eu adoro minha coleção de copos. Mania? Doidice? Pode até ser. Mas, mania cada um tem a sua.
E como todo colecionador tem um sonho, eu não poderia ser diferente. Meu sonho é: a caneca do Programa do Jô. Já pensou? Seria colocada em local de destaque na prateleira com direito a iluminação especial de Castelo Casado. Aaaah, a caneca do Jô!
Já tive coleção de adesivos (comprei até umas pastas auto-colantes), coleção de lápis, coleção de borrachas, álbuns de figurinhas, prendedores de cabelo e muitas outras. Com o tempo, fui me desfazendo de algumas destas coleções e logo criei um novo hobby: colecionar copos. Copos para bebida alcoólica, copos com temas divertidos, copos infantis, enfim... eu amo copos. Já tenho do Bob Esponja, da Hello Kitty, Scooby-Doo, copo de cachaça, copo (taça) de champagne, copo de cerveja – que dizem ser do tamanho da minha sede, com capacidade para 1litro. É uma mania que começou por acaso. Mas, hoje em dia os amigos viajam e me trazem copos. Meu pai me presenteia com copos. Até minha mãe no começo resistente com a minha nova invenção resolveu ser entregar. Eu adoro minha coleção de copos. Mania? Doidice? Pode até ser. Mas, mania cada um tem a sua.
E como todo colecionador tem um sonho, eu não poderia ser diferente. Meu sonho é: a caneca do Programa do Jô. Já pensou? Seria colocada em local de destaque na prateleira com direito a iluminação especial de Castelo Casado. Aaaah, a caneca do Jô!
sábado, 15 de março de 2008
O Espelho e a Mulher.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Beleza não é Essencial.

O próprio Vinicius de Morais, autor da frase " as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental", disse também numa carta escrita à sua mãe, descrevendo sua primeira mulher, que ela era " de uma feiurinha linda". O texto está no livro que traz correspondências de Vinicius, reunidas por Ruy Castro, que aproveito para indicar pois é delicioso.
Está claro que o belo é relativo. Quem é feio para mim, pode não ser para o leitor.
Frida Khalo é um exemplo do que digo.A pintora mexicana era feia. manca e usava um aparelho terrível para abrandar as dores que sentia, em razão de um acidente, mas conquistou o coração do pintor Diego Rivera, entre outros. A beleza de Frida estava na sua alma guerreira, na sua vitalidade e nas cores vivas, claras e fortes das suas telas.
A beleza segue padrões determinados de acordo com a época. O que era bonito na corte de Luis XVI não é belo hoje. Os exagerados modelitos usados pela minha querida Maria Antonieta seriam hoje fantasia de destaque de escola de samba.
O padrão atual é rígido e cruel. Quem entra na paranóia da mídia, vive a infelicidade de não ser magérrima, loura, com barriga tanquinho, cabelos lisos e silicone.Algumas perseguem esse padrão incansavelmente.
Os homens que não sentiam essa cobrança passaram a sentir. E alguns são tão vaidosos que já ganharam o título de Metrossexual.
Não há como negar que a beleza atrai. Existem pessoas lindas e nós gostamos de olhá-las e de nos aproximarmos delas.
A primeira impressão que temos de alguém é através da aparência, todavia, não nos enganemos o belo Príncipe pode ser um sapo chato e sem caráter.
Uma das frases que mais gosto é de Antoine de Saint-Exupéry. Disse o autor do Pequeno Príncipe " que o essencial é invisível aos olhos, pois só se vê bem com os olhos do coração". Lindo, não?
quinta-feira, 13 de março de 2008
É fundamental?

Vinícius (desculpe a intimidade com o grande poeta e compositor Vinícius de Moraes) que me desculpe, mas beleza não é fundamental. Afinal, se “gosto” não se discute como se pode classificar o belo?
Gordurinhas localizadas são sinônimo de beleza para alguns, para outros tem que ter barriga de tanque. Cabelos loiros, ruivos, pretos, tingindos, enrolados, ondulados, lisos... cada qual tem sua característica peculiar. Analisando fatos isolados percebemos o quanto a questão da beleza é relativa.
A campanha da Dove para o verão de 2007: “o sol nasce para todas”. Formidável. Afinal de contas, somos todas belas com a formosura que Deus nos deu, ou com uma ajudinha da clínica de estética e do bisturi. Contradição? Pode até ser. Mas, beleza é estado de espírito. É estarmos de bem com a vida e com o mundo e exalar alegria.
terça-feira, 11 de março de 2008
Eles brincam. Nós brincamos.
Homens são meninos e não deixam de brincar nunca. Eles apenas mudam o valor e o tamanho do brinquedinho novo. Tenho um amigo que comprou um Fusquinha 68, com o qual ele sai duas vezes por semana para brincar.
Eles adoram filmes de lutas, tiros, ação. Quanto mais sangue melhor (nem todos são assim, claro) e amam os efeitos especiais e as teorias conspiratórias. São filmes para meninos grandes.
E nós? Vamos ser justas. O que é uma tarde no shopping para uma mulher? Pura brincadeira. Conheço mulheres que não podem ver uma bolsa diferente, que já acham que é a cara delas, mesmo que já tenham uma dúzia quase iguais.
Mesmo as mulheres que não tem muito para gastar, adoram uma passadinha numa loja para comprar xampus, cremes e outras coisinhas mais.
E as mudanças no visual? Quase todas nós gostamos de mudar a cor do cabelo ou o corte. As escovas de chocolate, as de queratina, as definitivas ou passageiras, fazem parte do nosso lado lúdico também.
Eles gostam de um chope com os amigos para falar de futebol, carros, os novos brinquedos, e, claro, das Julianas Paes da vida. Eles são assim, quando se juntam depois da pelada.
A gente adora encontrar amigas para por as idéias em dia. Falar do trabalho. Do último livro que lemos. Fofocas, também, vamos confessar. Eles também fazem as suas resenhas, que às vezes são mais cabeludas que as nossas.
E os nossos filmes preferidos, meninas? Afora àqueles que agradam a todos pelo conteúdo abrangente, nós amamos filminhos tipo "Sessão da Tarde". Eu, pelo menos adoro!
Acho tudo isso muito saudável. Um casal não tem que fazer tudo juntos. É importante manter a individualidade de cada um, desde que não venha prejudicar o relacionamento.
Mas é bom pensar bem antes. Eu jamais seria feliz com um cara que gostasse de vaquejadas, por exemplo ou que passasse metade do ano pesquisando insetos na Amazônia por exemplo.
Hoje brinco de escrever ou vocês acham que faço isso por obrigação?
Evelyne Furtado.
Eles adoram filmes de lutas, tiros, ação. Quanto mais sangue melhor (nem todos são assim, claro) e amam os efeitos especiais e as teorias conspiratórias. São filmes para meninos grandes.
E nós? Vamos ser justas. O que é uma tarde no shopping para uma mulher? Pura brincadeira. Conheço mulheres que não podem ver uma bolsa diferente, que já acham que é a cara delas, mesmo que já tenham uma dúzia quase iguais.
Mesmo as mulheres que não tem muito para gastar, adoram uma passadinha numa loja para comprar xampus, cremes e outras coisinhas mais.
E as mudanças no visual? Quase todas nós gostamos de mudar a cor do cabelo ou o corte. As escovas de chocolate, as de queratina, as definitivas ou passageiras, fazem parte do nosso lado lúdico também.
Eles gostam de um chope com os amigos para falar de futebol, carros, os novos brinquedos, e, claro, das Julianas Paes da vida. Eles são assim, quando se juntam depois da pelada.
A gente adora encontrar amigas para por as idéias em dia. Falar do trabalho. Do último livro que lemos. Fofocas, também, vamos confessar. Eles também fazem as suas resenhas, que às vezes são mais cabeludas que as nossas.
E os nossos filmes preferidos, meninas? Afora àqueles que agradam a todos pelo conteúdo abrangente, nós amamos filminhos tipo "Sessão da Tarde". Eu, pelo menos adoro!
Acho tudo isso muito saudável. Um casal não tem que fazer tudo juntos. É importante manter a individualidade de cada um, desde que não venha prejudicar o relacionamento.
Mas é bom pensar bem antes. Eu jamais seria feliz com um cara que gostasse de vaquejadas, por exemplo ou que passasse metade do ano pesquisando insetos na Amazônia por exemplo.
Hoje brinco de escrever ou vocês acham que faço isso por obrigação?
Evelyne Furtado.
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